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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Nem um soldado prà colónia - JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES

Transeunte, de comício,
roçou-me, imediato e ávido.

No reservatório de gelado
suficiente uma gasosa
e o zip tangente.

Magote de pacotilha,
bandeiras e barulho símio
a cabide na guerra.

Anuímos aos ajuntamentos e
desirmanaram
e taparam
uma dívida de magma.

EM - UM TOLDO VERMELHO - JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES - RELÓGIO D'ÁGUA

sábado, 19 de outubro de 2013

A sorna lei do romance... - JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES

A sorna da lei do romance, a falsidade,
ateava uma increpação.
O prosador não a atingia.
O indeciso capítulo do princípio
um pormenor coloquial.
Assume-o inibido, glicerina
no feudo de captura.
O franqueio do argumento
lima-lhe o rigor, a odre,
conduz a um alugado álibi.
adia premonição.

EM - TOLDO VERMELHO - JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES - RELÓGIO D'ÁGUA

domingo, 28 de março de 2010

25 de Abril de 74 - JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES


"Apoderaram o Terreiro do Paço."
Na rádio, banda marcial,
fandango de uniforme
e comunicado.

"Uma rebelião."
Tropel no Rossio pegadiço.
Arraial a larga santaria
incompatível.
Enviesava a sublevação.

Pólvora de patentes e conjetura
difundia-se. Insenso complexo.
Pompa, vertigem.

in... Um toldo vermelho - JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES - Relógio D'Água

Site da editora aqui.