a imprecisão de um horizonte pressentido
domina os sentidos
embriagados de silêncio e de imagens sem cor
aqui, o ar não se banha na luz
e a terra
esqueceu o fascínio das giestas em flor
a espaços
sinto nas pedras gastas
as agruras calcorreadas por deuses e mendigos,
unidos na condenação de existirem
a beleza da desolação
só transparece nas vozes dos anjos
e na aceitação dos dogmas da fé
EM - AUSÊNCIA DE MARGENS - JOÃO CARLOS ESTEVES - EDITA-ME
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domingo, 31 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Em plágio de vida - JOÃO CARLOS ESTEVES
tudo o que existe para além da luz
pertence a um reino onde a verdade
nasce do plágio inconsciente
a força da palavra está no acto que a insemina,
na consciência que a transforma
e na paixão que a apropria
é no ocre da folha solta
que impera o sentido da árvore
EM - AUSÊNCIA DE MARGENS - JOÃO CARLOS ESTEVES - EDITA-ME
pertence a um reino onde a verdade
nasce do plágio inconsciente
a força da palavra está no acto que a insemina,
na consciência que a transforma
e na paixão que a apropria
é no ocre da folha solta
que impera o sentido da árvore
EM - AUSÊNCIA DE MARGENS - JOÃO CARLOS ESTEVES - EDITA-ME
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
farol - JOÃO CARLOS ESTEVES
chamo-te
na distância que o vento traz
faço do corpo enseada
para em mim fundeares
e esqueceres
a fadiga da lonjura
nos horizontes que não sou
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
na distância que o vento traz
faço do corpo enseada
para em mim fundeares
e esqueceres
a fadiga da lonjura
nos horizontes que não sou
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O regresso do sorriso - JOÃO CARLOS ESTEVES
Findava-se um dia de paz
e serena aceitação
de novas etapas de vida
Sonolentamente olhei
e vi regressado
o sorriso
que me inundou a alma
no passado...
Sorri para esse sorriso,
saudoso do dia imortal
em que o vi nascer,
para permanecer
inevitavelmente gravado
nas memórias de uma vida
que se esfumou
em palavras vãs...
EM - GOTAS DE SILÊNCIO - JOÃO CARLOS ESTEVES - TEMAS ORIGINAIS
e serena aceitação
de novas etapas de vida
Sonolentamente olhei
e vi regressado
o sorriso
que me inundou a alma
no passado...
Sorri para esse sorriso,
saudoso do dia imortal
em que o vi nascer,
para permanecer
inevitavelmente gravado
nas memórias de uma vida
que se esfumou
em palavras vãs...
EM - GOTAS DE SILÊNCIO - JOÃO CARLOS ESTEVES - TEMAS ORIGINAIS
domingo, 28 de junho de 2015
Embriaguez de seiva - JOÃO CARLOS ESTEVES
já só me encontro nos silêncios
de paisagens vazias de vozes e rostos
envolto numa capa de neblina amorfa
esqueço-me até
da voz do pensamento
ambiciono o sonho da raiz
e a vertigem dos ramos livres
em embriaguez de seiva
EM - MARGINÁLIA - ANTOLOGIA - EDITA-ME
de paisagens vazias de vozes e rostos
envolto numa capa de neblina amorfa
esqueço-me até
da voz do pensamento
ambiciono o sonho da raiz
e a vertigem dos ramos livres
em embriaguez de seiva
EM - MARGINÁLIA - ANTOLOGIA - EDITA-ME
domingo, 15 de março de 2015
Em haste singela - JOÃO CARLOS ESTEVES
em haste singela
florescem pérolas nacaradas
cinzeladas pelo orvalho da manhã
em gentil e refrescante afago
no meu peito
floresce a tranquila paixão
pela simplicidade do estar
em serena contemplação
no fluxo dos sentidos
florescem as palavras que me enchem
e que me abraçam os silêncios
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
florescem pérolas nacaradas
cinzeladas pelo orvalho da manhã
em gentil e refrescante afago
no meu peito
floresce a tranquila paixão
pela simplicidade do estar
em serena contemplação
no fluxo dos sentidos
florescem as palavras que me enchem
e que me abraçam os silêncios
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
sábado, 13 de dezembro de 2014
Do tamanho de uma gota - JOÃO CARLOS ESTEVES
um simples momento
é quanto basta
para sentires todo o esplendor das águas em estuário
e perceberes
a força de uma gota solitária
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
é quanto basta
para sentires todo o esplendor das águas em estuário
e perceberes
a força de uma gota solitária
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Momento perfeito - JOÃO CARLOS ESTEVES
manhã.
brisa suave vestida de luz
num momento com o sabor de um beijo
um café fumegante
acorda-me o dia
e acende-me aromas de terras distantes
ao meu lado
observas o mar indolente
e enches-me o horizonte
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
brisa suave vestida de luz
num momento com o sabor de um beijo
um café fumegante
acorda-me o dia
e acende-me aromas de terras distantes
ao meu lado
observas o mar indolente
e enches-me o horizonte
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
sábado, 29 de março de 2014
Espelho inerte - JOÃO CARLOS ESTEVES
não escapaste à passagem da vida
nem às marcas que ela gravou
na tua alma crepuscular
no outro lado do espelho
os despojos
de um tempo que foi o teu
onde as noites eram passagem de mãos
que te agarravam na urgência da volúpia
hoje
feneces com as dores da ausência
de uma imagem
que o espelho já não devolve
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
nem às marcas que ela gravou
na tua alma crepuscular
no outro lado do espelho
os despojos
de um tempo que foi o teu
onde as noites eram passagem de mãos
que te agarravam na urgência da volúpia
hoje
feneces com as dores da ausência
de uma imagem
que o espelho já não devolve
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Estado líquido - JOÃO CARLOS ESTEVES
na miragem das águas
todo o meu ser flui
entre lágrimas
e gotas de chuva branda
pelas minhas mãos
a vida escorre
numa esfera translúcida
absorvo-te
numa vertigem de nudez líquida
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
todo o meu ser flui
entre lágrimas
e gotas de chuva branda
pelas minhas mãos
a vida escorre
numa esfera translúcida
absorvo-te
numa vertigem de nudez líquida
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Murmúrio de ausência - JOÃO CARLOS ESTEVES
as margens da lagoa
acompanham os passos da tua silhueta
reflexos de ti
invadem as águas serenas
e preenchem o meu horizonte
em ecos fugazes
assola-me o murmúrio da tua ausência...
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
acompanham os passos da tua silhueta
reflexos de ti
invadem as águas serenas
e preenchem o meu horizonte
em ecos fugazes
assola-me o murmúrio da tua ausência...
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Pastor de horizontes - JOÃO CARLOS ESTEVES
algures, num sonho incerto
um pastor de horizontes soltou as lágrimas de névoa
onde a esperança repousava em flor
as palavras germinaram
no orvalho lacrimoso que o pastor soltou
e o poema ganhou vida
mas hoje
entristeceram-se as palavras,
o crepúsculo afastou-se em silêncio
e o infinito adormeceu cansado
na palma da sua mão
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
um pastor de horizontes soltou as lágrimas de névoa
onde a esperança repousava em flor
as palavras germinaram
no orvalho lacrimoso que o pastor soltou
e o poema ganhou vida
mas hoje
entristeceram-se as palavras,
o crepúsculo afastou-se em silêncio
e o infinito adormeceu cansado
na palma da sua mão
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O beijo do orvalho - JOÃO CARLOS ESTEVES
a tua diferença
floresce no seio da unanimidade monótona
mostras-te sem temor, em tonalidade distinta
porque o orvalho
não escolhe as pétalas que beija
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
floresce no seio da unanimidade monótona
mostras-te sem temor, em tonalidade distinta
porque o orvalho
não escolhe as pétalas que beija
EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA
quinta-feira, 25 de julho de 2013
União - JOÃO CARLOS ESTEVES
O mar calou-se perante o meu pranto
o vento deitou-se a meus pés
em silêncio
Acariciei as mãos de espuma salgada
que me beijam as lágrimas perdidas
Abracei o ar silencioso
que me embala na doçura da brisa
Fiz-me uno no sopro das águas
e adormeci
a tempestade sem dor
EM - GOTAS DE SILÊNCIO - JOÃO CARLOS ESTEVES - TEMAS ORIGINAIS
o vento deitou-se a meus pés
em silêncio
Acariciei as mãos de espuma salgada
que me beijam as lágrimas perdidas
Abracei o ar silencioso
que me embala na doçura da brisa
Fiz-me uno no sopro das águas
e adormeci
a tempestade sem dor
EM - GOTAS DE SILÊNCIO - JOÃO CARLOS ESTEVES - TEMAS ORIGINAIS
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Corrosão - JOÃO CARLOS ESTEVES
Gastei as memórias de ti
em palavras murmuradas
e vertidas no papel
Minhas mágoas afogadas
em feérica ascensão
de mortalhas enredadas
nas palavras encastradas
neste pedaço de tempo
Fuga final sem refúgio
doce loucura venenosa
corroeste a minha alma
assassinaste o meu sentir
Gastei as memórias de ti
nestas palavras sem nexo
EM - GOTAS DE SILÊNCIO - JOÃO CARLOS ESTEVES - TEMAS ORIGINAIS
em palavras murmuradas
e vertidas no papel
Minhas mágoas afogadas
em feérica ascensão
de mortalhas enredadas
nas palavras encastradas
neste pedaço de tempo
Fuga final sem refúgio
doce loucura venenosa
corroeste a minha alma
assassinaste o meu sentir
Gastei as memórias de ti
nestas palavras sem nexo
EM - GOTAS DE SILÊNCIO - JOÃO CARLOS ESTEVES - TEMAS ORIGINAIS
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