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segunda-feira, 14 de março de 2022

Som de estrelas - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Revisitar os passos meus,
aconchegar a lembrança.
Cartas escritas de um ponto no tempo,
meu corpo,
mesmo de uma insistente esperança,
me sombra das angústias.

Na retina,
um gosto amargo de sol.
Gotejo então nas horas,
da madrugada menina
onde alinho em lua
o meu olhar,
o que repara,
anseia
e sente.

Navegante,
das tempestades e das revoadas,
passageiro dos caminhos dissonantes
escapo,
vago
e faço morada
no silencioso som das estrelas.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

domingo, 13 de março de 2022

Escrevendo-me-de-si - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Curvas do pensamento,
lugar de amparo,
da escrita,
bote salva-vidas de tantos intentos
escorado... ponto nem sempre suave, raro.
respiro, re-cita.

Repito, rito.
e no silencioso passo da noite nublada
grito,
palavras inaudíveis de cantos perdidos
e de tudo, de um ponto do absurdo
de ninguém e dessa estrada.

Na esquina das horas,
onde des-costurando o tempo vai,
acontecimentalizo em palavras simplórias
a poesia em que meu corpo se distrai.

escrevendo-me-de-si.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

M(eu) - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Da janela o olhar fita o breu,
o mundo lá fora na sombra revela,
noite,
prumo,
cela,
eu.

alivio o pensar de ser o mesmo céu
que cobre os olhos teus,
ah esse olhar,
sorri em gotas de mel
que me chegas para acalentar
noite,
luar
eu.

a janela da alma também se abre
transborda tudo nela,
tudo que é sentido meu,
goteja,
cabe.
É alargada por um sentir que dança,
revela,
sabe
eu.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VI - COLECTÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 16 de março de 2021

Como arma de bem dizer - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Caberá ao amanhã dizer sobre esse agora,
este que de assalto me toma
que atropela sentidos, que a ansiedade aflora,
este que confronta o meu estar, inflama.

Vejo flores no caminho dos afetos meus,
que brotam e direcionam meus desejos,
suaves como um despertar, surpreendente,
como um lampejo
do instante que de mim não se esqueceu.

O por vir é meu estar,
e me acompanha.
E nos acontecimentos gerados, tudo é história a se criar,
que os meus sonhos apanha.

É minha criança,
temos muito ainda por fazer
nesse jardim de flores cerceadas.
Nos fios rizomáticos de esperança,
poesia será sempre arma de bem dizer.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 15 de março de 2021

Na trilha de mais um dia - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Banhado pelo sol de um novo dia
renovadas são as esperanças minhas.
O céu aberto desperta meu mundo em poesia.

A espera do que me leva, para onde vou
embriago em afeto o encontro comigo
compartilhando em versos o que de mim restou,
nos passos dados que consigo.

Notas de harmonia pelo equilíbrio que busco,
entre o céu que me inspira
e o caminho que me sigo, a qual custo?
no verso que trago como justo que invade
o que a alma transpira.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Por um poema - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Para transformar o dia, um poema.
Preciso, não precisa ser.
Nunca será de outra maneira ou tema
senão, da realidade, o viver.

É a minha poiesis desse agora
da arte que arde a retina
que mesmo inflamada, aflora
e subverte,
e mergulha
e cria.

E na inspiração,
o que era problema
faz-se transmutação
e tudo se torna p (r) o (bl) ema.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Esses pés - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Esses pés que carregam meus sonhos
do corpo que dança e se equilibra
desses meus tão maculados planos
e dessa mente que gira enquanto o peito vibra.

Essas marcas que me fizeram chegar
no gozo que enfim se realiza.
Ah meu corpo é essa ânsia que me ironiza
e mesmo indo, me permite ficar.

Calejados sãos os instantes vividos
sedentos desse agora.
Tão distante mas nunca esquecidos
na corda bamba que me ritmiza e não me ignora.

Pluma leve, meu corpo a saltar
dessa onda livre me leve,
sofrimento sublimado e vencido me faz acreditar
e meus pés não mais perdidos, me deixam voar.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

sábado, 16 de janeiro de 2021

E se fosse para descrever... - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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O lugar dentro do lugar,
ali onde tudo arde e se aquieta,
onde a paz vem se aninhar
e o mundo se apequena e completa.

É a rosa que brilha ao sol nascente
e beija o sereno da noite ao luar.
Da vida, as brumas suaves em um olhar.
Dia a dia simples, único e diferente.

Isso é um pouco do que é amar.
É esse cuidado em lembrança
de saudade e volúpia, do peito a pulsar
essas cores vivas que em esperança faz o caminho
e o caminhar.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Só rir - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Sorriso é um sol nos dias nublados,
um poema rimando na vida de alguém.
Quando a vida para, sorriso é chamado
uma riqueza que nenhuma riqueza detém.

É a música que recorda alegrias,
é convite para navegar em outra realidade.
É beleza que brilha em harmonia
e desfaz todas as certezas e verdades.

Sorrir
só, rir.
Em você e no outro.
É só isso que a gente precisa, e não é pouco.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Breu - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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O despertar em silêncio profundo,
súbito das horas em madrugada.
Por detrás da janela, outro mundo
e aqui dentro, a palavra é fuga mitigada.

Estranhamento que colore o breu
é de súbito, cinzento.
É verso abafado que não se perdeu
na poesia em duvidoso movimento.

Sorrateiros, seguem os minutos
de um tempo vadio.
Acordados, os sonhos esperam em vultos
das sobras de ontem e do instante vazio.

Até que me visite o adormecer,
lentamente vão-se as histórias
no retrovisor manchado das memórias
das esquinas sinuosas desse viver.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Levante - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Encurralada nas formas totalizantes
a liberdade tenta subverter
em resposta alvejada, palavra cortante
o diferente, diferente luta para assim o ser.

Em meio às chamas da delegacia
o poder estatal chama de vitimismo.
Joelho no pescoço, tiro certo e nunca perdido
goteja o sangue de inocentes em crueldade de
mais um dia.

Chora a mulher desacreditada
rios de lágrima, buscando entender.
É mãe, é irmã e seu grito faz crescer
esse buraco nunca vazio que o capitalismo
identifica.

Com alvos vestidos,
marchando por justiça.
A humanidade pensa ter perdido,
quando tem que lutar cotidianamente, para viver:
sua maior premissa.

Levante nas ruas em fogo.
Alma livre em corpo aprisionado,
escondido e amedrontado
pela história negada de um povo.

A resposta virá pelo direito de ser.
Individualidade em identidade se reafirmar,
contrária ao autoritarismo sua voz não calará.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Adormecer sombrio - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Perdi em alguma esquina o rumo,
a vida me deixou atônito e vazio.
Eu que já não reconheço do tempo o segundo,
me esquivo solitário nos passos em que silencio.

As notícias não me apetecem
e eu já nem sei qual o meu lugar.
Os sonhos de apatia padecem
quando não sei aonde posso ou quero chegar.

Cansaço maltrapilho que me tem.
É libertino e tão arredio
que subverte a rima e o que me contém
nesse caos a que me sentencio.

Recortes de olhar perdido na escuridão,
carente do que me alimenta
já não luto para vencer a tormenta
que tanto afoga o meu então.

Quem sabe amanhã eu amanheça
quem sabe...por hoje mal posso me ter
e sem cor, vago em resquício de ser
onde entrego meu corpo para que a alma de mim
se esqueça.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Sublime - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Fotografia
dos olhares em desencanto.
Do cansaço dos lugares e da apatia
do vazio em que a rotina fez-se pranto.

Foi ali que na hora nebulosa
o tempo procurou respostas
e abraçou a arte de maneira sinuosa
em coito lascivo subvertendo as apostas.

Re-inventado o dia
até o sol se escondeu em repouso.
Ouro dos encontros internos,
preparando suave pouso
nos escombros da vida, sublime vem poesia.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Mudo - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Há silêncio nas ruas do mundo.
Sim há um mundo silenciado pelo medo.
A incerteza das horas nesse vazio profundo
desse dia que já não amanhece tão cedo.

Há por aí, olhares perdidos de si.
De tão escondidos, hoje estranhos, causam temor
do interior dos mundos internos, os muros
teimam em ruir
e faz cada um enfrentar o que no tempo ignorou.

Hoje o tempo não voa.
Há minutos ociosos clamando atenção.
Hoje não há tempo certo nem em contramão.
O tempo é esse espaço que na mente ecoa.

E um silêncio nas ruas de nós.
Sim há um mundo aqui
amedrontado que não vai desistir.
Um florir em sombras não romantizadas de tantos
anos e nós.

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domingo, 13 de dezembro de 2020

Doce Cloroquina - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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O mundo quer viver e se previne,
muitos isolados sentindo a novidade.
Cada um agora sua companhia define
e nos vemos diante de novas coletividades.

Há quem insista que é mentira, conspiração.
Determinados a seguir ignorando a realidade
faz fantasia virar verdade
e de olhos vendados, segue em desumana
contramão.

Até o senhor da guerra se acovarda
em sua conhecida megalomania
enquanto os mortos se amontoam.
Do lado de cá, seu discípulo é a favor
da Cloroquina.
Eternos e conhecidos fascistas, que cantos
de genocídio entoam.

O mundo à mercê do amanhã.
Desigualdade social da vida marcada
pelos privilegiados dessa distopia irmã,
descaminhos de uma trajetória desgovernada.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

O amor de plástico - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Empatia é uma rara habilidade
mas que grita em momentos necessários.
É sentimento profundo, não cabe superficialidade
nem sobrevive ao raso oportunismo barato.

Muitos são os de alma desesperada
na terra das maravilhas e desigualdades.
A situação de caos só torna ainda mais declarada
o lugar de privilegiados e dos que não tem lugares.

Vejo a fome ser aplacada à base de humilhação,
na foto inutilmente ostentada
pela força da vaidade de uma curtida desesperada.
Empatia planejada no artifício de pura pretensão.

A sociedade do espetáculo ainda não despertou
da letargia.
Muitos são os obstáculos.
De um lado, vencedores antes vistos como fracos
De outro, aqueles que fazem da solidariedade
mercadoria.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Sobre a árvore que floresce no inverno - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Havia tanta preocupação com o tempo
que o pôr do sol, invisível partia.
Havia tanto vazio na emergência do momento
que nem a rosa sentia que florescia.

Em meio a isso tudo
havia ainda a inutilidade da poesia
e do jeito de amar as coisas, o outro, o mundo.
E haviam canções inúteis para a vida que ía.

Para onde, ninguém sabe
de onde, ninguém podia ver.
Agora o vazio é o que cabe
nesse infinito a se entorpecer.

E eu ainda tenho a inútil poesia no peito
e outros sentem hoje a sua inutilidade
a preencher os cantos desse jeito perfeito
que se desfaz em meio à força pulsante
da liberdade.

Hoje o sol nasceu lindo como antes para mim.
Mas ele brilha mais intenso mundo a fora.
E a poesia, ah, essa nunca foi tão inutilmente
inútil, até que enfim
nessa primavera em pleno outono que dia a dia
aflora.

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domingo, 29 de novembro de 2020

Contramão - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Na contramão do impossível
eu vejo rosas, pétalas ao vento.
Tenho tentado tanto não dizer do indizível
e deixo suave como os olhos dela o meu
momento.

Assim, me sobra o tempo e a realidade.
Não precisa doer,
doendo só a saudade
bem me sabem as nuvens para dizer.

Montanha russa aqui jaz.
Prefiro os buracos de minhoca
não..não falo de toca
mas de imensidões onde consigo ser mais.

Me amplifica,
me vicia deliciosamente.
Criatividade dançante que ativa minha mente
frente a frente ao que em prisma se intensifica.

Na contramão do impossível acompanhado.
No sonho que os meus olhos alcançam
nos mergulhos descobertos, corpo incendiado
na rotina que meu passo ludibria, em que os dias
não se cansam.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Rei da coroa de lata - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Essa é a hora dos covardes,
os mesmos que se escondem,
os que gritam “mito” em alarde
os alienados sem nome.

Defensores da arrogância e violência
mergulhados em ignorância
não refletem pelo coletivo e sem o mínimo
de consciência
pensam e ser de alguma relevância.

Do senhor da guerra um mero capacho,
baixa a guarda em covardia.
Herói brasileiro é Trump vejam a ironia,
não fosse ele o indolente continuaria sua bizarrice
por decreto ou despacho.

Distorcendo palavras, difundido mentiras,
mestre do ilusionismo.
Fugindo da responsabilidade, contraria,
líder messiânico do caos surpreendendo
a capacidade do ineditismo.

Bradam as panelas enquanto relincha.
Ecoam os berros em resistência.
O coletivo se sobrepõe a sua apatia
fazendo desta crise sua cruel sentença.

A porta está aberta para a derrocada
e não tardará o dia e a hora marcada
onde serão fechadas as cortinas dessa palhaçada.
O povo será seu pesadelo, rei da coroa de lata.

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Isolamento - FREDERICO DANTAS VIEIRA

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Essa frieza do isolamento
não é fria para quem dela se enrolava, aquecido
e acolhido em si, já mostrava
que solitude não é solidão, é intento.

A guerra é contra o tempo,
contra o controle e a onipotência.
Corações acelerados pedindo clemência
a esse agora constante em incômodo momento.

E se fosse essa aurora
um buraco de minhoca para outra vida?
Novas formas de pertencer a si mesmo, dessa
maneira bendita
onde o tempo se perde e reconquistamos o agora?

EM - PALAVRAS NÔMADES - FREDERICO DANTAS VIEIRA - IN-FINITA