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terça-feira, 26 de abril de 2022

Sim incondicional - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Senhora Santa Maria
De Deus Filha, Esposa e Mãe,
Pede por nós, pecadores
E que em toda a Terra brilhe
A Estrela vinda do Além.
Senhora Santa Maria, de Deus Filha,
Diz Sim, incondicional
E como Esposa Amantíssima
Em núpcias celestiais de Espiritual Amor,
Se realiza, a Mãe d’Aquele Natal em Belém.
Para nosso bem, Deus, Fonte Amor Universal,
Do Céu nos enviou Luz e deu sinal, num beiral
Da chegada de Jesus, Deus Filho, imortal.

E, esperançada no amor de Deus
Peço a Cristo Menino
Que ampare todos os pais
E que Seu Santo Espírito
Abrase filhas e filhos.
Que acolha os que andam perdidos e,
Com amor filial, igual ao Teu, Bom Jesus
Cada pai saiba ser filho
Cada filho ame seu pai.
Mulher filha, mulher mãe
Filho homem, homem pai
São o milagre divino
Por Amor do Eterno Pai.

EM - INTUIÇÃO - COLETÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 17 de março de 2022

A Ti, que me encontraste - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Às sementes que se encontraram
No útero de minha Mãe
Em corrida acalorada de Amor Vital,
Digo obrigada, por nesse Amor ser gerada.
Aos silêncios mais eloquentes que discursos
Atentos aos traquinas desvios de percursos
Devotos de amorosa correção,
Digo obrigada, por quanto fui ensinada.
À fidelidade cúmplice de quem ama
Nos corações e modos de meus Pais
Por meu bem, por meus ais,
Digo obrigada, por tanto ter sido amada.
Nas gargalhadas de lágrimas engolidas
Em chegadas e partidas, como se para nunca mais,
Digo obrigada, por me suster na jornada.
À robustez que ganhei e que perdi
E em meu Ser renasci por divina natureza,
Digo obrigada, por minha alma renovada.
Fui gerada, amparada, nunca perdida
Nem esquecida ou confundida
E prossigo nessa estrada em que confio
Entretecida no fio da Vida e não desvio.
Toda a minha singularidade te devoto
A Ti, Vida, porque me encontraste
E com teu contraste me marcaste.

EM - ECOS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

A Janela - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Através dum cortinado ondulante
Posso ver o trânsito andante
O vento nas árvores esvoaçante
Quando, através da janela olho, expectante.

Uma janela aberta para a rua
Igual a tantas outras
Moldura de um quadro de vida
Que se repete e perdura
E um transparente cortinado transfigura
Suaviza os contornos das armações frias
Estruturas onde se pensa haver vidas
E que, por retilíneas bem medidas
Personificam a rua, nela erguidas.

Esta visão, pode ser verdadeira ou não.
Vidas? Vividas? Vidinhas?
Prédios altivos!?... Habitantes vivos!?...

É preciso nisso acreditar;
É preciso o otimismo incrementar;
É preciso crer que
Dentro desses gigantes esguios
Há Lares, há Vidas, há Destinos
Quantas vezes bem sofridos
Mas de Vida preenchidos.

EM - ECOS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Amar a todos – FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Eu quero amar-te
Ó tu,
De olhos em bico
E a ti,
Que não pensas como eu;
 
Eu quero amar-te
Ó afro,
Nessa pele escura
Em contraste
Com esta minha brancura;
 
Eu quero amar-te
Aqui e ali,
Nómada errante
E a ti,
Sem bens, sem fé e sem lar;
 
A Vida há de levar-me…
A Vida há de ensinar-me a amar a todos
E, só depois…
Plena de Amor repartido e acolhido
Não mais verei:
Olhos em bico;
Pele escura ou a minha brancura;
Nómadas ou sedentários…
Outras Fés…
 
O Mapa Mundo
Será só Terra e Mar
Sem fronteiras, sem domínios
Sem predomínios,
Por onde poderás
Voar
Navegar
Caminhar
Passar
Ficar
Ir e voltar,
Livre de medo
Livre de fome
Livre de solidão,
Viver de Vida
E ascender ao Céu.
 
Livre!!!!! Livre!!!!
 
Mundo Nação,
Porque
Exauridas as hipóteses
De sobrevivência
A quem insistir a tanta
E tão rude divisão.

EM - VERSO & PROSA - COLECTÃNEA - IN-FINITA

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Desgarrada Fadista - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Meu fado tem cavaquinho
Tem viola e bandolim
Tem o aroma de bom vinho
Em noites quase sem fim.
Tem fado ao gosto de todos
Samba, tango e malhão
Estádios com gente ao rubro
No calor da emoção.
Não é só meu o meu fado
É de quem o quer cantar
Afinado ou nem tanto
Canta-o quem sabe amar.

O meu fado tem palmeiras
Tem mornas e coladeiras
Tem sol quente e mar sereno
Praias lindas, clima ameno.
O meu fado tem batuque
Tem futebol nas peladas
Tem brados e muitas palmas
Em jornadas bem jogadas.
Não é só meu o meu fado...

Ouve-se uma concertina
E rodopiam chinelas
Há cantares ao desafio
Atirados às janelas.
O meu fado tem folclore
A chula e o vira do Minho
Tem neve e sol de rachar
É meu primeiro “cantinho”.
Não é só meu o meu fado...

Lembro os carreiros das cabras
Lembro o labor dos ancinhos
E o chiar das carroças
Puxadas por bois mansinhos.
Há fandango e corridinho
Nos largos, eiras e arenas
Há touradas e gemidos
Ouvidos nessas faenas.
Não é só meu o meu fado...

O meu fado é minhoto
Que se canta em Trás-os-Montes
É alegria, é cor
Água de todas as fontes.
Meu fado tem mesmo fado
Canto-o d’alma e coração
Sai da garganta voando
E corre de mão em mão.
Não é só meu o meu fado
É de quem o quer cantar
Afinados ou nem tanto
Canta-o quem sabe amar.

EM - MULHERES A UMA SÓ VOZ - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sábado, 4 de setembro de 2021

A dança das Letras - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Conexões Atlânticas neste link
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Em carreirinha, apressada ou lenta
Na harmonia e labor de formiguinha
As letras agrupam-se ou separam-se
Valorizam-se, repetem-se e exibem-se
A correr, a voar ou em passo de dança.
Omitem-se e multiplicam-se, em mudança
Formando grandes e médias palavras
Ou, ainda que sozinhas, formam
Uma palavrinha pequenina no desenho
Mas enorme pela estratégia
Que lhe cabe em desempenho.

Letras e palavras conjugadas, aliadas
Reforçadas por pontos, vírgulas e outros sinais
A preceito combinadas
Por de menos ou de mais,
Aglomeradas ou sabiamente separadas
Decidem sobre as Leis duma Nação
Incutem à Paz ou à rebelião
Geram ou destroem riqueza e pobreza
Proclamam e incitam ao orgulho ou à nobreza
Espalham-se em tratados e convénios congruentes
Mas se a dança erra, ai!... que incompetentes!

Na palavra escrita movida com jeito
O texto ficou obra-prima, texto raro
Receita que a linguística aceita.
A palavra dita paira por instantes
Se tanto consegue, se se faz ouvir
E logo se apaga ou torna a dizer

Em contradição.
Junta-se ao sim, chama pelo não
Seduz reticências…espera p’la pergunta
A que só responde em exclamação!
Está o circo armado, reina a confusão
Passou um tufão!
Há palmas sonoras de palavras aduladas
Ou gritos aflitos das desprezadas
Omitidas porque proscritas
E querem vingar suas desditas.

O abecedário desfeito de medo
Das trocas mal feitas, refaz-se do susto
Ainda que a custo, p’lo bem da União.
Entra no bailado de muitas palavras
Que, organizadas, fazem frases capazes
De mover o Céu à Terra, inundando
O coração de quem as lê e nelas crê
E, em repetição e contrição,
Pedem fim à guerra que vidas ceifa
E, indiferente, outras desterra, não prevê…
Guerra que metralha a Terra e as palavras
Justas, gemidas, gritantes, proclamadas,
Assertivas, imperativas, chorosas, desgastadas…
Parou a dança, há letras amortalhadas!...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VI - COLECTÂNEA - IN-FINITA

domingo, 13 de junho de 2021

Na saudade da canção - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Quero continuar a cantar
Mesmo que d’alma a chorar
Mesmo com a voz grudada, desafinada
Desfeada, roufenha, esganiçada,
Na intensão de ser propagada como fogo posto
N’alegria da energia musical, minha esteira
Companheira balsâmica, meu sal na Solidão.

Na saudade da canção
Triste, alegre, profana ou santa
Arrastada ou saltitante
Som da alma na garganta,
Explode um refrão ritmado
Ao compasso do bater do coração
Ou escangalhado
Ou mal esgalhado e engraçado
Bate o pé, levanta a mão
Como o soltar dum balão
Na ilusão do Infinito.

Cantar também é oração e introspeção,
É a extroversão
Do silêncio pensado, alegre ou dorido
Na razão direta que faça ou não sentido
Entre choro, lágrimas, muito ou pouco siso...
Por isso…cantar, ser-me-á sempre preciso.

EM - TOCA A ESCREVER 2021 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sábado, 12 de junho de 2021

Cada dia uma vitória - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Venço o medo da insónia
Quando me deito e durmo;
Ganho o dia, ao despertar repousada
E aprumo.

Por tanta vitória ganha
Ainda tenho bom viver;
Pela vitória da Vida
Vou devagar, sem correr.

Ganho Amor, ganho amizade
Sem nem saber bem porquê.
Só de dispensar sorriso
Só de dispensar meu tempo
É vitória, bem se vê.

Grandes façanhas sonhei
Para vitória alcançar
Outras que nunca almejei
À mão vieram parar.
Umas ganhei, outras não...
E já nem faço questão.
Perder medos, ganhar dias
São vitórias prometidas.

A Vida é um perde e ganha
De que não sei as medidas.

EM - TOCA A ESCREVER 2021 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Com muito medo - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Com muito medo, com muito medo acordo
Apavorada levo o dia até ao fim
Não sei se durmo, não sei se estou a sonhar
Que triste dia o Mundo irá enfrentar?

Se só eu fosse, ou mais aqui ou além
Não faltaria quem quisesse vir por bem
Mas é o Mundo, mas é o Mundo inteirinho
Que morre e sofre, à mingua de outro caminho.

E ninguém sabe, ninguém pode afiançar
Por mais que pensem, por mais que queiram falar
O que acontece ou que é que aconteceu (!?)
Há muitas vozes, dirás tu e direi eu.

É muita angústia, é solidão e pobreza
É muito luto e sempre enorme a incerteza
Ó Deus do Todos, ó Força Universal
Tende piedade, livrai-nos de tão vil mal.

EM - PANDEMIA DE PALAVRAS - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Do Céu, para o Céu - FERNANDA BEATRIZ

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Mulherio das Letras Portugal neste link
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Atrás da nuvem escura
Continua a haver Céu;
Acima das estrelas
Sabemos que há Céu;
A moldura do Arco-Íris
Destaca-se no Céu;
As várias fases da Lua
Exibem-se no Céu;
Os grandes Amores
Consagram-se ao Céu;
As pessoas aflitas
Esperam graças do Céu;
As orações piedosas e contritas
São aceites no Céu;
O canto dos pássaros e das cigarras
Continuam a soar no Céu;
O aroma da terra molhada
Depois do aguaceiro
Continua a ascender ao Céu;
A luz do Sol
Brilho e força de Vida
Desprende-se do Céu,
Porque tudo acontece...
Do Céu e para o Céu.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Semearei mais sorrisos - FERNANDA BEATRIZ


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Não quero soprar maus ventos
Fugirei deles, se puder
Nem colherei tempestades
Em borrasca que vier.

Semearei mais concórdia
Semearei mais sorrisos
Tão ausentes, tão precisos
Onde se instala a discórdia.

E em todo o lado a há
Seja ou não com razão
Uns porque dizem que sim
Outros contrapõem não.

Todos dão opinião
Argumenta-se às escuras
E na aridez das palavras
Nada mais há que agruras.

Então quero ser capaz
De colher flores no entulho
Libertá-las desse embrulho
Em missão que me traz paz.

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 13 de maio de 2020

A chuva nem molha - FERNANDA BEATRIZ


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Sem amor, a vida é dura
E nem a chuva molha a terra árida
Que permanece estéril.
Sem amor, a solidão é nua,
Não aquece, arrepia
E sucumbe ao desamor.
Sem amor, é densa a neblina
Que se entranha, calada, muda
E nada muda.
Sem amor, a noite é escura
Sempre fria, gélida
Eterno Inverno.

Com amor... a chuva dança
No mais fugaz raio de Sol,
Revigora toda a Natureza,
Transfigura qualquer tristeza
Em Esperança, novo farol.

Quero amar o Amor,
Esquecer o desamor e,
Mesmo que em erma solidão
Apanhar bendita chuva
Vivendo constante perdão.

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA