Fechei-me dentro de muros
onde o meu corpo não cabia
contente de ser prisioneira
do cárcere que eu transcendia.
E fui no vento que tudo
tudo o que havia varria,
contente de ser mais veloz
que o vento que me impelia.
Fiquei suspensa dos ramos
que os meus cabelos prendiam
contente de ser o destino
da árvore em que me fundia.
E dei-me como leito às águas
dos sonhos que me transcorriam
contente de ser o curso
da água em que me esvaía.
EM - POESIA COMPLETA - NATÁLIA CORREIA - DOM QUIXOTE
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Amor inocente - TELMA ESTEVÃO
Não posso fingir que te perdi
Pois ainda não te encontrei
Neste lugar longínquo
Só, continuo esperando por ti.
Mas o vento falou
Comigo e disse-me
Que há-de cair
Sobre a terra
Um anjo só para mim.
Nas suas palavras tímidas
Encontrarei
Toda a luz e calma
Que preciso.
Pois só na inocência
Um grande amor
É feliz sem o saber.
EM - PALAVRAS - TELMA ESTEVÃO - LUA DE MARFIM
Pois ainda não te encontrei
Neste lugar longínquo
Só, continuo esperando por ti.
Mas o vento falou
Comigo e disse-me
Que há-de cair
Sobre a terra
Um anjo só para mim.
Nas suas palavras tímidas
Encontrarei
Toda a luz e calma
Que preciso.
Pois só na inocência
Um grande amor
É feliz sem o saber.
EM - PALAVRAS - TELMA ESTEVÃO - LUA DE MARFIM
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Mar vermelho - ANA MARQUES GASTÃO
No pavilhão da orelha
descanso o vento,
ao mar vermelho
pinto-o de branco
enquanto pressinto
quase um rebento,
uma flor, um unguento,
suportando, amáveis,
o peso do que sou.
Menos derramada
a letra, estende-se
harmoniosa, secreta
invernosamente
fraterna. Espectral,
desenha a escada
suavemente proporcional
aos limites do nocivo.
EM - ADORNOS - ANA MARQUES GASTÃO - DOM QUIXOTE
descanso o vento,
ao mar vermelho
pinto-o de branco
enquanto pressinto
quase um rebento,
uma flor, um unguento,
suportando, amáveis,
o peso do que sou.
Menos derramada
a letra, estende-se
harmoniosa, secreta
invernosamente
fraterna. Espectral,
desenha a escada
suavemente proporcional
aos limites do nocivo.
EM - ADORNOS - ANA MARQUES GASTÃO - DOM QUIXOTE
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Procura-me - SOFIA BARROS
Procura-me nas marés da vida
na busca poética de quem quer
atrever-se numa emoção incontida
descobrindo que há muito para viver.
Encontra-me no silêncio da canção
que ecoa, num sorriso convertida,
no vento que sopra, na inquietação
em que navegas, numa rota proibida.
Abraça-me nessa onda suave e lenta,
de quem a toda a hora se reinventa
pela paixão de velejar em águas quentes.
Que, quando me abraças, o abandono
a que me dou é deleitoso, qual sono
dos amantes saciados, sorridentes.
EM - ANTES DE SERMOS DIA - SOFIA BARROS - LUA DE MARFIM
na busca poética de quem quer
atrever-se numa emoção incontida
descobrindo que há muito para viver.
Encontra-me no silêncio da canção
que ecoa, num sorriso convertida,
no vento que sopra, na inquietação
em que navegas, numa rota proibida.
Abraça-me nessa onda suave e lenta,
de quem a toda a hora se reinventa
pela paixão de velejar em águas quentes.
Que, quando me abraças, o abandono
a que me dou é deleitoso, qual sono
dos amantes saciados, sorridentes.
EM - ANTES DE SERMOS DIA - SOFIA BARROS - LUA DE MARFIM
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Caravela - ALICE SANTOS
Caravela abandonada
Velas rasgadas ao vento
Nela, entra água envenenada
Pela história amargurada
Que o convés conta à lua
Em silêncio.
O desgosto das rotas e traçados traiçoeiros
As tramas das marés
Que roubam vidas aos marinheiros
As melodias manhosas
Das sereias vaidosas.
Tudo isto foi contado
Pelo convés à lua
Cheio de tristeza pela caravela
Que outrora navegara
E agora é um amontoado
De madeira que flutua.
EM - UNIVERSO DAS PALAVRAS - COLECTÂNEA - SINAPIS
Velas rasgadas ao vento
Nela, entra água envenenada
Pela história amargurada
Que o convés conta à lua
Em silêncio.
O desgosto das rotas e traçados traiçoeiros
As tramas das marés
Que roubam vidas aos marinheiros
As melodias manhosas
Das sereias vaidosas.
Tudo isto foi contado
Pelo convés à lua
Cheio de tristeza pela caravela
Que outrora navegara
E agora é um amontoado
De madeira que flutua.
EM - UNIVERSO DAS PALAVRAS - COLECTÂNEA - SINAPIS
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Memórias - VERA SOUSA SILVA
Enquanto te dissipas da minha memória
os abraços ficam esquecidos no tempo
e os beijos deixam de ser palpáveis
como o desejo que amadurece
e a boca se silencia e deixa cair
apenas gotas de esperança.
Inutilmente quem nos habita vai-se
e calamos gritos que perduram
sem darmos conta.
Sentimentos ficam suspensos
sem sabermos onde os pôr,
onde os guardar e a vida
tantas vezes madrasta do tempo
continua a respirar sozinha.
EM - ATÉ AMANHÃ - VERA SOUSA SILVA - LUA DE MARFIM
os abraços ficam esquecidos no tempo
e os beijos deixam de ser palpáveis
como o desejo que amadurece
e a boca se silencia e deixa cair
apenas gotas de esperança.
Inutilmente quem nos habita vai-se
e calamos gritos que perduram
sem darmos conta.
Sentimentos ficam suspensos
sem sabermos onde os pôr,
onde os guardar e a vida
tantas vezes madrasta do tempo
continua a respirar sozinha.
EM - ATÉ AMANHÃ - VERA SOUSA SILVA - LUA DE MARFIM
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Cuidei - MARIA GOMES
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
Perante meus pés se ajoelha
O tempo que foi perdido
Por quem quis olhar d'esguelha
E não lhe fez muito sentido.
Pé ante pé, cuidei devagarinho
Em chão pouco aprumado
Que fiz da viagem um caminho
E o bem se fez mais alinhado.
Mesmo assim foi ao destino
Cheiinho d'amor em festejo
E p'la estrada, eu fiz o hino
P'ra cantar aos pés do desejo.
EM - O MELHOR DE MARIA GOMES - MARIA GOMES - SINAPIS
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Amarrados - HELENA ISABEL
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
Vem... até mim
Amarra-me em teus braços
Faz-me tua prisioneira.
(Por momentos)
Beija... liba o meu corpo
Cada centímetro... é teu.
Dele... faz réu do teu desejo
Tua boca, acompanhante
De cada movimento ondulante.
Meu corpo, náufrago
Entrega-se em cada delícia
Deixa-se levar ao toque de cada carícia.
É textura embriagante,
Tubo de ensaio de experiência
De um perfume extravagante.
Entrelaçados, somos um só ser
Ouve-se um só bater cardíaco.
Amarrados na alquimia do contentamento
Dançamos ao mesmo ritmo
Respiramos do mesmo pulmão
Amarrados aos filamentos da emoção.
EM - MAR QUE ME ESCREVE - HELENA ISABEL - CHIADO EDITORA
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Desejo - MARIA MAGUEIJO
Tenho a alma sofrida
De querer e não querer
Sinto fome do teu corpo
Da pele que me queima o corpo
De querer ser tua numa noite de magia
Quero-te em mim quero-me em ti
Sinto o teu murmuro silencioso
O teu respirar junto ao meu
O teu olhar no meu olhar
O meu corpo arqueado esperando por ti
Sente o meu calor
Que me queima as entranhas.
Desejo-te! Queres-me!
Gestos singelos viram loucos
Madrugada vai alta e nós nem sentimos
De repente somos um!
Sinto-te! Sentes-me!
Em uníssono respiramos ofegantes
Ainda do amor que se fez
Da magia da entrega.
EM - UNIVERSO DAS PALAVRAS - COLECTÂNEA - SINAPIS
De querer e não querer
Sinto fome do teu corpo
Da pele que me queima o corpo
De querer ser tua numa noite de magia
Quero-te em mim quero-me em ti
Sinto o teu murmuro silencioso
O teu respirar junto ao meu
O teu olhar no meu olhar
O meu corpo arqueado esperando por ti
Sente o meu calor
Que me queima as entranhas.
Desejo-te! Queres-me!
Gestos singelos viram loucos
Madrugada vai alta e nós nem sentimos
De repente somos um!
Sinto-te! Sentes-me!
Em uníssono respiramos ofegantes
Ainda do amor que se fez
Da magia da entrega.
EM - UNIVERSO DAS PALAVRAS - COLECTÂNEA - SINAPIS
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Manobras de encontros - ÂNGEL MAGALHÃES
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
Faço de teus lábios viagem cósmica
meu desejo por ti
nunca foi tão intenso
faço de ti
meu sonho
irreal e delirante
sopro de vida
no mínimo provocante
em tempos não sabia
o que sentimentos
poderiam significar
manobras e encontros
secretos extasiantes
levaram a ti meu coração
ritual de um amor
crescente e desvendado
nas promessas de nossas bocas
nosso amor foi revelado
EM - PECADOS NAS ASAS DO DESEJO - ÂNGEL MAGALHÃES - EDIÇÕES OZ
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Pulsar constante - ANA COELHO
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
No avesso de mim derrotei o medo
No inverso sentido aflorei as emoções
Pulsar constante da vida... o destino
Um jogo perfeito nos laços passados
No horizonte aberto do abrigo futuro
Despi o supérfluo revesti o íntimo
Na seda natural em branca cor
Que envolve o coração em sossego
Cada passo incerto ausculta murmúrios
Guiados pela eterna voz que desce do céu...
EM - NUANCES DE UM SILÊNCIO A DOIS - ANA COELHO/JOSÉ ANTUNES - EDITA-ME
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Inconsequência - ANA CASANOVA
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
A consciência fica surda
Sempre que o coração fala
Quando nos olhamos
Sinto-me impelida para um céu
Que anseio repleto de estrelas
Mas carregado de nuvens...
Momentos inconsequentes
Que me arrastam e atropelam
Num cozinhado de afrodisíaco dolorido
Pois basta estarmos juntos
Para que o desejo se torne urgente
E a loucura consentida.
EM - TERRA VERMELHA - ANA CASANOVA - EDIÇÃO DE AUTOR
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Logo que cheguem do sul - LÍLIA TAVARES
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
Logo que cheguem do sul
as aves,
formando nuvens de pequenos
pontos sábios no céu,
partirei de mim
para destinos incertos e ignorados.
Não sei se suportarei
a migração daqueles
que não se abandonam
nem se perdem dentro de si...
EM - PARTO COM OS VENTOS - LÍLIA TAVARES - KREAMUS
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Lua de mel - MARIZA SORRISO
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
Ao contemplar-te lá em cima lua linda
Alumbrando minha cama mais uma vez
Interrogação incessante toca-me a mente
E indago-te, deusa minha, que me vês.
Porque é que os amantes batizaram
A noite das núpcias do amor
Tão aguardada entre casais apaixonados
Verdadeiro troféu, de noite da lua de mel?
E enquanto me alumias entre os lençóis
E te sinto tão romântica e excitante,
A resposta tilintando em minha mente,
Não seria mais propício e pertinente,
Se tu fostes batizada, oh! confidente,
Lua do fogo, da paixão ou dos amantes?
EM - NA FLOR DA PAIXÃO - MARIZA SORRISO - EDIÇÕES OZ
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Ingenuidade da lua - CRISTINA PINHEIRO MOITA
Lembro-me da janela do meu quarto
as cortinas eram brancas, de saber
o luar que as vestia era um espanto
nos meus sonhos de menina a florescer
Conversávamos, mal chegava o meu temer
eu perguntava se ela lia nos meus sonhos
na agulha que bordava cada ser
e na quimera, nasciam estrelas para ver
Bailarinas de um amor que ia aparecer
rosas brancas numa jarra de prazer
água do rio que brilhava a amanhecer
Usava um laço no cabelo preso à trança
e uns seios de menina só a crer
na ingenuidade que uma lua pôde ter.
EM - FALUA DA SAUDADE - CRISTINA PINHEIRO MOITA - LUA DE MARFIM
as cortinas eram brancas, de saber
o luar que as vestia era um espanto
nos meus sonhos de menina a florescer
Conversávamos, mal chegava o meu temer
eu perguntava se ela lia nos meus sonhos
na agulha que bordava cada ser
e na quimera, nasciam estrelas para ver
Bailarinas de um amor que ia aparecer
rosas brancas numa jarra de prazer
água do rio que brilhava a amanhecer
Usava um laço no cabelo preso à trança
e uns seios de menina só a crer
na ingenuidade que uma lua pôde ter.
EM - FALUA DA SAUDADE - CRISTINA PINHEIRO MOITA - LUA DE MARFIM
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Dor de ti - MARIA JOSÉ LACERDA
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
Trago nas mãos
As tuas lágrimas
Nelas o amor chorado
Fez percurso
Ficou marcado.
De ti, retive
O Amor
Nas lágrimas choradas
Na dor.
De mim
Senti e vivi
A dor de ti
Chorada, dada a mim.
No sorriso que vi
Nascer no teu rosto
Senti, percebi
Que venci
Que a dor de amor
Se ausentou já de ti.
EM - ESCRITUS E RABISCUS - MARIA JOSÉ LACERDA - UNIVERSUS
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Desalento - MARIA ROSA MARQUES
LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
Onde estás meu amor?
que teu corpo, já não sinto
tua alma escureceu
o coração, sem calor
gelou, não minto
a emoção em mim morreu
Percorro, em desalento
de olhos postos no chão
procuro...
o rasto dos teus passos
em mim... não morre a ilusão
nem se esgotará o tempo
que algures, sempre estarão
esperando-me nos teus braços
EM - RENASCER - NAS ASAS DE UM SONHO - MARIA ROSA MARQUES - EDIÇÕES OZ
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Libertar afectos - LITA LISBOA
Sob um rútilo sol,
caminho em silêncio
esmagada pela luz
e tento compreender
este território
onde tanta inutilidade
ofusca o ventre da natureza
e dos sentidos.
A alvorada,
os pássaros que voam
sobre os rios de águas puras
onde repousam alvos seixos,
o calmo ou agitado mar,
as flores e o luar,
o aroma das giestas
colorindo as encostas...
EM - CREPÚSCULO - LITA LISBOA - TEMAS ORIGINAIS
caminho em silêncio
esmagada pela luz
e tento compreender
este território
onde tanta inutilidade
ofusca o ventre da natureza
e dos sentidos.
A alvorada,
os pássaros que voam
sobre os rios de águas puras
onde repousam alvos seixos,
o calmo ou agitado mar,
as flores e o luar,
o aroma das giestas
colorindo as encostas...
EM - CREPÚSCULO - LITA LISBOA - TEMAS ORIGINAIS
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Diz-me - GABRIELA PAIS
Diz-me o que quero saber e não sei
porque inquiro e não consigo achegar
obscura realidade porque penei
encontro da vida a desacordar.
Na penumbra como queria poder ver
o que se passa atrás dessa cortina
tão azul ora cinza, sem se antever
ao morrer, onde acabará a neblina.
Diz-me o que quero saber e não sei
para escolher se quero fenecer
ou se prefiro continuar a viver.
Terá luz, amor, flores sempre a nascer,
verjel onde o coração não sente frio
do desamor deste mundo tão sombrio?!
EM - CASTELO DE LETRAS - GABRIELA PAIS - LUA DE MARFIM
porque inquiro e não consigo achegar
obscura realidade porque penei
encontro da vida a desacordar.
Na penumbra como queria poder ver
o que se passa atrás dessa cortina
tão azul ora cinza, sem se antever
ao morrer, onde acabará a neblina.
Diz-me o que quero saber e não sei
para escolher se quero fenecer
ou se prefiro continuar a viver.
Terá luz, amor, flores sempre a nascer,
verjel onde o coração não sente frio
do desamor deste mundo tão sombrio?!
EM - CASTELO DE LETRAS - GABRIELA PAIS - LUA DE MARFIM
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Não posso esperar - MARIETE LISBOA GUERRA
Adiciono coragem para arriscar,
neste futuro incerto.
Não posso esperar,
mala preparada ainda com sonhos,
dentro de mim uma alma
que só sabe viver presentes.
Quero abandonar os antes.
Quero dividir os meus erros e vontades.
Diminuir minhas interrogações.
Saciar a minha plateia de lágrimas,
não quero ser pedaço mas tão inexorável.
O espírito inquieto debate-se com o inelutável
no amanhecer cheio de descobertas.
A mala está feita!!!
EM - LÓTUS JASMIM LADO A LADO - MARIETE LISBOA GUERRA - EDIÇÕES OZ
neste futuro incerto.
Não posso esperar,
mala preparada ainda com sonhos,
dentro de mim uma alma
que só sabe viver presentes.
Quero abandonar os antes.
Quero dividir os meus erros e vontades.
Diminuir minhas interrogações.
Saciar a minha plateia de lágrimas,
não quero ser pedaço mas tão inexorável.
O espírito inquieto debate-se com o inelutável
no amanhecer cheio de descobertas.
A mala está feita!!!
EM - LÓTUS JASMIM LADO A LADO - MARIETE LISBOA GUERRA - EDIÇÕES OZ
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