sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Amor imortal - LINDALVA FREITAS

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Amor não se define
Não existe conceito, nem medidas
O amor é imortal
Além do que falou Camões
Nem o Fernando Pessoa em seus heterônimos
Conseguiu tal façanha
Gonçalves Dias tentou
Ficou apenas no “Se, Se Morre de Amor”
Amor além do tempo e da vida
Amor de D. Pedro e Inês de Castro
Amor proibido, malfadado, vivido e apaixonado
Como Romeu e Julieta, lá em Florença
D. Pedro príncipe português, Inês Castelhana
Mostraram ao mundo, o que é o amor
Por amor, Inês sua vida entregou
D. Pedro por amor, Inês imortalizou
Na Quinta das Lágrimas, foi assassinada
D. Pedro desesperado com seu pai, o Rei, rompeu
D. Pedro ao tornar-se rei
De sua amada Inês não esqueceu
Fez Inês rainha após a morte
Para sua amada construiu o Mosteiro de Alcobaça
Onde seu corpo está a repousar
A ela, um dia D. Pedro se uniu,
Ambos em túmulos de frente para o outro
Estão a esperar, de um dia despertar
Ao acordarem, se olharão nos olhos
Juntos estarão, pois o amor é imortal!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

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