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domingo, 24 de abril de 2016

Funcionário, o público - JOÃO RUI DE SOUSA

Este seu dia ajustado
numa sala onde balança
entre o papel que é o seu prado
e o escrevinhar algum lance
do relinchar burocrático
é um tempo alinhavado
com peripécias uivantes
e intervalos cantados
a cumprir aquilo que ordena
alguém algures distante
(o chefe - o engravatado
sobre esporas cintilantes),
é um tempo encurralado
com a cabeça a boiar
e o gesto condizente
ao bocejo do enfado
na mesa de funcionar
- perdido (nunca encontrado)
nas cavernas do horário.

EM - LAVRA E POUSIO - JOÃO RUI DE SOUSA - DOM QUIXOTE

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