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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

À buzinadela do táxi - JOSÉ CRAVEIRINHA

Existe
em nós este espécie de nova sesta
que não permite cerrar de sono autêntico as pálpebras
ou senão uma ferrugem dilapida-nos mais os negros
diamantes foscos de insónias antiquíssimas
no duro chão bem arenoso das aringas.

E os narizes anticorrosivos
tresandam a brilhantina comum de muitos na almofada
e na sina de artífice moderna Rita Mamas-Tesas
à buzinadela do táxi temperando o arroz insosso
da madrugada ela elege preta célula fotoeléctrica
desde o asco intenso de amargura
até à ficha das pernas.

EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO

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