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sábado, 14 de julho de 2012

Vénus aérea - NUNO JÚDICE


É um mistério esta claridade
que nasce de um corpo sem passado,
onde a leio numa língua sem idade,
adivinhando o seu futuro neste fado.

Caem pálpebras num cair de pano,
abrem-se dedos num florir de mão,
no seu jardim a primavera não é engano,
no seu rosal o amor está em botão.

Uma boca de pérola envolve-a de segredo,
e dela tiro um brilho de estrela.
Respiro o seu perfume sem ter medo,

acendo nos seus olhos a última vela.
Levo-a como deusa ao templo do mar,
e vejo-a despir-se como se fosse flutuar.

EM - GUIA DE CONCEITOS BÁSICOS - NUNO JÚDICE - DOM QUIXOTE

1 comentário:

  1. Apreciei este poema, com toques de classicismo , remontando à època onde está a raíz da cultura ocidental. No entanto escolheria as deusas Atena e Minerva . Agradeço ter me oferecido ,para o meu blog.

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