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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O cisne - JOÃO RUI DE SOUSA


Na urdidura da acção
entre a água e o sapato
contemplo a constelação
de nenúfares jubilados
com olhos de devoção,
contemplo a proa dum cisne
- alheio ao sim e ao não -
vogando no alto mastro
de saber-se em conjunção
com relvas, árvores e o passo
de quem o olha inundado
com a calma da visão,
com o perfil do seu garbo.

EM - LAVRA E POUSIO - JOÃO RUI DE SOUSA - DOM QUIXOTE

1 comentário:

  1. Este poema tem a ver com certos textos meus. Apenas confesso que não habito em nenhum palácio, e o "meu lago" enquadrar-se -ia na paisagem, simples mas endógena. Não aprecio para viver comigo aves de estimação, como o cisne,gosto das aves uque sulcam os céus e visitam o meu espaço, sem me darem trabalho, mas lovam a natureza. Seria um L. Da Vinci soltava todos os pássaros das gaiolas, se eu pudesse. Apreciei, mesmo assim este texto.

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