Este blogue pretende ser uma montra de poemas e poetas de língua portuguesa.
NESTE MOMENTO O TOCA A ESCREVER É PATROCINADO POR ALGUMAS EDITORAS E AUTORES QUE OFERECEM LIVROS DE POESIA.

domingo, 3 de junho de 2012

Pequenina - ANTERO DE QUENTAL


Eu bem sei que te chamam pequenina
E ténue como o véu solto na dança,
Que és no juízo apenas a criança,
Pouco mais, nos vestidos, que a menina...

Que és o regato de água mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cansa,
A fronte que ao sofrer logo se inclina...

Mas, filha, lá nos montes onde andei,
Tanto me enchi de angústia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecos,

Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E súbditos, criança, em teus bonecos!

EM - SONETOS - ANTERO DE QUENTAL - ULMEIRO

1 comentário:

  1. desconheço este soneto de Antero de Quental,a contento fiquei siderada, é de uma doçura implacável. De pequena gente está o mundo cheio e nem por isso deixa de pular e avançar... Agradeço.

    ResponderEliminar