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segunda-feira, 21 de maio de 2012

As ruas desertas - PAULO TAVARES


As ruas desertas, sujas,
e ainda o calor da agitação nocturna
quando a manhã se expande
como néones pelas sarjetas.
As mesmas ruas onde,
pouco antes, nasceram filosofias,
teorias e tratados sobre o amor,
sobre a arte, sobre alguns
géneros de solidão.

No retorno em declínio,
sobram os dejectos, o calor esbatido
pela manhã e um pensamento
no limite da ressaca:
é preciso andar nestas ruas desertas
depois de toda a ocupação.

EM - MINIMAL EXISTENCIAL - PAULO TAVARES - ARTEFACTO

1 comentário:

  1. Olá,
    Ruas dos amantes (dos que amam) de outrora tão desamadas no hoje...
    É assim que é...
    Abraços fraternos de paz

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