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sábado, 1 de maio de 2010

Soneto do trabalho - JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS


Das prensas  dos martelos  das bigornas
das foices  dos arados  das charruas
das alfaias  dos cascos  e das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
à força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas.

Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.

Levanta-te meu Povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta  é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.

in... Obra poética - JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS - Edições Avante

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