domingo, 21 de janeiro de 2024

O mundo das flores - Manuela Vaz de Carvalho

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No meu jardim nascem flores
Em tufos desordenados
Brotam singelos matizes
Que se diluem nos prados.

E nos muros de granito
De tenros musgos cobertos
Delicadas violetas
Fazem brotar os afectos.

Nos recantos mais sombrios
Em que a água não escasseia
Brotam os jarros altivos
Que nosso olho enleia.

Os lírios tão delicados
De caule hirto aprumado
Sua flor é o apelo
A uma Páscoa sem pecado.

Em setembro, nas vindimas
Brotam da terra saibrosa
Cajados de São José
Vestidas de cor-de-rosa.

Anunciando a primavera
Nos alagados lameiros
Brotam azuis miosótis
E cucas, junto aos ulmeiros.

Pelos montes mais bravios
Entre giestas e silvados
É rainha a madre silva
Nos recantos perfumados.

O meu jardim é o mundo
Que dá cor à minha vida
Enfeitiça o meu olhar
Desta forma tão sentida!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

A minha árvore - Biamaria

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Todos têm uma árvore
A quem se pode chamar mãe
Ela tem tudo para nos dar
Mesmo quando nada tem.

A minha era linda
No verão dava-me sombra
Aquecia-me no inverno, para não ter frio
E agora já não a vejo
Como quando ela bebia a água do rio.

Teve que ser um vento muito forte
Que soprou naquela primavera
Ela nunca ouviu o meu pranto
E o quanto chorei por ela.

Mas nem tudo o vento levou
Naquela tempestade
Só que ninguém me diz
Quem a levou?... e arrancou pela raiz.

Sei que ela não secou
Só mudou para o outro lado, no meu caminho
Está sempre atenta, ao que faço e ao que digo
Ela está sempre comigo.

EM - PALAVRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA - COLECTÂNEA GERÁBRIGA - IN-FINITA

Cumplicidade - Joaquina Raimundo

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Envolve-me, amor, num mágico encanto,
Na sedução das coisas maravilhosas,
Para que ao sentir o amor que por ti canto
Debaixo dos meus pés nasçam rosas!

Envolve-me amor na expressão do desejo,
Para que quando os meus lábios sentires
Na expressão do mais caloroso beijo,
A tua vida seja o mais belo arco-íris!

Envolve-me amor no melhor sentimento,
Para que ao leres o meu pensamento
Saibas que sou a tua companheira querida!

Envolve-nos na tua amorosa doçura,
Para que, o que na nossa alma ainda dura,
Seja toda a envolvência, a dois, de uma vida!

EM - PARA AMAR NÃO HÁ LIMITES - JOAQUINA RAIMUNDO - IN-FINITA

sábado, 20 de janeiro de 2024

Semáforo da Vida... - Manuel A. Rodrigues

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Parei no semáforo, sem saber o que fazer,
Fiquei à espera do verde acender,
Acendam a luz,
Mostrem-me o caminho,
Não quero viajar sozinho,
Quero ver onde a estrada me conduz,
Olhando o caminho,
Sem querer olhar para trás,
Sinto um vazio, sinto-me sozinho,
De prosseguir, será que sou capaz?
De caminhar, não queria ter receio,
Não queria deixar a caminhada a meio,
Vejo uma luz intermitente,
Que não me mostra sinal de passagem,
Pede-me para ser prudente,
Em cada passo da minha viagem,
Olho o caminho descrente,
Prevendo uma longa caminhada,
Em cada momento vivido,
Pretendo um espelhar reflectido,
Em cada caminhada, uma etapa da vida alcançada…

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Existência - Alexandra Conduto

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Se eu me desfizer
Entre as malhas da minha existência
É porque sinto a tua falta
Falta do calor do teu toque
Falta da parte imortal da tua presença.
Se eu me desfizer
Em mil bocados de mim
É para fazer parte de ti
Em minúsculas partículas
Do teu ser.
Se eu me desfizer
Em fumo, em sombra
Sem cheiro e sem cor
É porque me faltas tu
É porque me falta o teu calor
O teu beijo, o teu sabor
É porque me falta o teu amor.

EM - ENTRE VIDAS - ALEXANDRA CONDUTO - IN-FINITA

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

A fortaleza - M.ª Leonor Costa (Nonô)

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Alma forte
Coração destemido
Sem medo da morte
Leão atrevido.

Duras batalhas
Testes e provações
Mulher com falhas
Intrínsecas determinações.

Força de guerreira
Que brota do sentimento
Ela não é interesseira
Evita o arrependimento.

Doce e indecifrável
Com traços de realeza
Feminina e amável
Ela é uma fortaleza

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Sem Rastros - Alan Dornales

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Acordei a noite com um sopro de solidão
A neve cai com exaustão
Cronometrando os beijos
As pedras soltas da estrada recolhi-as com as mãos
Pousei em cada palma com precisão
Pulei corda ao meio-dia
Quase escuro encerrei minha diversão
Lá adiante vejo a velha noturna com seu batalhão
Lutarei com espadas e canhões
Encherei cada lacuna do amor
Do alto vejo um sorriso
Mergulho na noite sem direção
Apago todas as velas do caminho

EM - GRITO ANÔNIMO SILENCIOSO - ALAN DORNALES - IN-FINITA

O ÚLTIMO POETA - Ana Thomaz de Oliveira + João Dordio

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Sim, sou o último poeta, o louco derradeiro
Triste sina a minha, desejei ser o primeiro
Vivi a vida sem nojeiras, sempre a pelejar
E nunca me limitei a apenas desejar...
Fui sempre à procura do que queria
Prova disso és tu, minha maior alegria!...
Deixa-me ficar para sempre no teu peito
E se vier a morte, que me encontre deste jeito
Completamente entregue a ti
E se puder, que desista e me deixe aqui...
Ainda temos tanto, mas tanto por viver
E juro que nunca te irei esquecer...

Mas este é o meu último poema, o mais desolador
Porque irá colocar o ponto final em toda a minha dor
Porque, na realidade, a minha vida não foi um viver
Foi apenas uma espera até finalmente desaparecer…
Apesar de todo o meu esforço em estar integrado
Sinto que tudo o que fiz acabou por ficar estragado
E o sonho de estares comigo não passou de uma ilusão
Um dos muitos delírios que trespassam o meu coração!
Quando vier a morte que seja apenas para me levar o corpo
Porque a alma não se deixa derrotar por um morto
E quando alguém perguntar por aí quem fui eu afinal
Só peço que respondam que fui o último Poeta de Portugal!

EM - DUELOS POÈTICOS - COLECTÂNEA JOÃO DORDIO - IN-FINITA

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

O voo da Gaivota - Lúcia D’Verona

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Na praia de águas cristalinas,
Uma gaivota solitária voava,
O seu coração, cheio de fascínio,
Pelo mar que tanto a amava.

O seu voo gracioso e livre,
Pairava sobre as ondas do mar,
Nas asas, a brisa relembrava-lhe,
A liberdade de puder viajar.

Naquela praia de areia sedosa,
Onde as marés seguiam o seu sentido,
Nas rochas encontrava a sua casa,
E no mar encontrava o seu abrigo.

Nas manhãs de sol resplandecente,
Ela dançava entre raios de luz,
Refletidos nas águas brilhantes,
O seu amor pelo mar a conduz.

Nas noites de lua prateada,
A gaivota pipilava a sua canção,
Ecoando pelos mares sem fim,
A expressão pura da sua emoção.

Mas o tempo passou, implacável,
E chegou a hora de continuar em frente,
A gaivota, relutante, compreendeu,
Que a sua jornada precisava ser diferente.

Com lágrimas nos olhos de pena,
Ela alçou voo em direção ao céu,
Deixando para trás a praia serena,
Mas o amor por aquele lugar jamais desapareceu!

E assim, a gaivota sem rumo partiu,
Deixando as suas marcas na areia,
A sua alma livre, o coração ferido,
A saudade a acompanhá-la na veia.

E mesmo que voe por outras paragens,
Sempre haverá um rochedo que não a esqueceu,
a sua presença marcou aquela praia encantada,
E beleza do mar que a envolveu.

Gaivota, símbolo de liberdade,
Que amou este mar com paixão,
Deixe que as suas asas a conduzam,
Para novas aventuras na imensidão.

Que o seu voo seja eterno e audaz,
E que a praia a guarde em memória,
Como a gaivota que amava o mar,
E se recusava a partir daquela história.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Alhandrense - Antónia Balsinha

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Nasceu na vila de Alhandra
Levando música ao país
Ensaiou muitos alhandrenses
Em menina foi sempre feliz

Manuela Câncio Reis
Filha de Filipe e Dores
Casada com Pereira Gomes
Acabou por sofrer horrores

Senhora da simplicidade
Tinha muita arte musical
Fez músicas para teatro
100% era pessoal

Excelsa na sua música
Mística na sua área
Ensaiando horas a fio
Mulher extraordinária

Pessoa simples e modesta
Foi à Emissora Nacional
Arte da jovem lusitana
Encantou público em geral

Aplaudida por muita gente
Com imensos admiradores
Não faltando marido e pai
E a mãe Maria das Dores

Talentosa e sem vaidades
Desempenhou bem sua missão
A política do marido
Levou Manuela à prisão

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

A vida - Andreia Sofia Vale

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No que se pode traduzir a vida?
Uma rosa com imenso espinho
É se sempre ferida
Quando é preciso apenas carinho.

Chega-se a andar perdida,
Quando não temos vontade de viver,
Chega-se a estar enlouquecida,
Chega-se mesmo a morrer.

E é preciso voltar a nascer
Nascer, nascer e ver
Nada muda, o mundo é irreversível.

Tudo nos choca na natureza
Tudo virou uma pobreza
Quando apenas queremos o possível.

EM - SENTIMENTOS DE POESIA - ANDREIA SOFIA VALE - IN-FINITA

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Sobre ontem à noite - Laffayete Alvares Jr.

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(01/07/2023 – Lisboa – à Maria Betânia)

Viajei ontem nas asas do pássaro.
Toquei os cornos de Oyá.
Fartei-me no leite da Búfala.
Escondi-me nos seus cabelos de prata
E adormeci ao embalo de Caymmi,
Pessoa, Régio, Chico e Gil Santo.
Tudo vira acalanto
À voz poderosa de raios,
que embala o Menino Deus.
Mas com coração generoso
Também embala a todos eus.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Fruto da Imaginação - Sílvia Silva

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Proclama os actos que não fizeste
Embrulhe consigo os gestos, os projectos
Finas folhas de ouro salpicadas
De um tristonho inverno
E as ofertas, as promessas
De um Homem novo?
Ficaram-se no manequim
Que forjaste para mim.

EM - SÍLVIA SILVA - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Era vazio... - Marilena de Castro

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era vazio
o entardecer precoce
antes da noite escura
inconsciente
quando queimei tuas cartas
e assim te queimei

a esquecer o passado
de praias ensolaradas
transformadas em deserto de sal

neste mundo perdido
estou acordada
o dia tornou-se noite

EM - ESTÓRIAS RASGADAS - MARILENA DE CASTRO - IN-FINITA

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Diversão - Liana Timm

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distraída para as coisas da superfície
viajo nas profundidades do ser
e não me importo
quando dizem que ando na lua

é que fico muito atenta a tudo que sinto!

meus pés estão no chão
afundados nas areias movediças
da realidade
mas voo nos desejos alcançáveis
pela imaginação

me identifico mais com a inspiração
– com o inspirar da respiração–
coloco tudo pra dentro
e preciso expelir
das cavidades o que sonho

sou alma de coisas
não só deste mundo
percorre caminhos
no limite dos limites
do profundo

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Veste-te - Irene Matias

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Veste-te de dia com a luz do sol
veste-te à noite com a luz da lua
despe o passado
esquece o outrora
veste o presente
este é teu “aqui e agora”.
joga ao mar imenso da tua vida as tuas amarguras e afoga-as no esquecimento da morte!...
alegra-te! Pois muito tens ainda para viver nos teus sonhos…
muito tens que lutar por eles…não os deixes adormecer!
tens em ti a chave que fecha os desgostos
naquele cofre maciço
naquele cofre de ferro!...
rejuvenesce a tua alma enfraquecida
Esconde do teu “EU” a sua desventura
oferece-lhe o Céu e a vida…
reveste-a de AMOR, de carinho e ternura
aquela que o sonho leva em crescimento
veste-te com a roupa sagrada da escrita
veste-te com a malha trabalhada com as palavras que a cobrirão de inverno e verão!...
solta a tua arte e pinta-a a cores ou a carvão no teu coração!!!

EM - PALAVRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA - COLECTÂNEA GERÁBRIGA - IN-FINITA

Eu sei quanto te amo - Joaquina Raimundo

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Ah, sei bem quanto me amas! Meu amor!
Quanto procuras docemente o meu olhar!
Sei do teu peito a sinceridade, o calor
Do teu coração junto ao meu a palpitar!

Sei muito bem o que sinto e tu sentes
Desde a primeira vez que nos vimos!
A expressão da nossa boca não mente
Se eu sei, meu amor, o que sentimos!

O acordar de um sonho, feliz realidade!
Sempre um sentimento de saudade,
E a sinceridade nos nossos olhos leais!

E sei muito bem que nos conhecemos
Que nos amamos muito e que merecemos
Tudo o que somos um para o outro e muito mais!

EM - PARA AMAR NÃO HÁ LIMITES - JOAQUINA RAIMUNDO - IN-FINITA

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Minha escrita - Juraci Cruz

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Já escrevi versos
Com o peito sangrando
Os olhos chovendo sequidão
Os lábios sorrindo prantos
Punhos serrados
Sem mãos segurando
Segui escrevendo

Já escrevi versos
Num grito de silêncio
Com olhos fechados
Vendo o mundo todo
Com o peito apertado sem ter um abraço
Segui tirando nós
E criando laços.

Já escrevi versos
Na solidão a dois, a três ou mais
Segui a multidão estando sendo eu e eu
Já fiz versos com as flores do canteiro vazio
Escrevi cachoeira
Onde nem uma gota de chuva caiu
Não me prendo no outono
Não conto as folhas que caem
Conto os galhos, antevendo os botões desabrochando
Sou primavera
Não importa quantas podas, volto inteira.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Metade de mim - Alexandra Conduto

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Somo os dias cinzentos
E aqueles em que tudo em mim
São desalentos.
Dias que parecem anos
Tão vagarosos e lentos!
Em que engulo as lágrimas
Que me ardem nos olhos
E que, só por orgulho
Não ouso chorar.
Cerro os dentes
Para morder o grito
Que não quero dar.
Vagueio, quase sem rumo
Pelas minhas memórias
Partes ocultas da minha história.
Regresso sempre ao mesmo lugar
Tão longe, distante, impossível de alcançar.
Sou metade de mim.
Faltam peças que, há muito, perdi.
Não me consigo entender
E nem me consigo encontrar.

EM - ENTRE VIDAS - ALEXANDRA CONDUTO - IN-FINITA

domingo, 14 de janeiro de 2024

O Fuso de Ouro - JackMichel

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Remexendo o turbulento passado
Encontrei esse momento empoeirado,
Vindo de algum gabinete
Ou dos ecos de fausto banquete!

Amor da Roma dos Imperadores,
Violento em seus ardores!
Romântico é dizer,
É contar, é fazer...

Certo Centurião,
Por ordem de seu coração,
Deu à sua dançarina amada
Uma peça malfadada:
Um áureo fuso
De pouco uso.
Ao seu pai tinha pertencido,
O qual já havia perecido
Num combate marítimo
Há muito esquecido.

Com ar de comando
Ele pediu a ela em voz de mando:
“Guarde-o, pois poderá precisar dele um dia!”
Com um rosto que lembrava o de Maria,
Para sempre, a moça guardou
Aquele sentimental objeto
De formato nem roliço, nem reto!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA