quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Lembrança - Andreia Sofia Vale

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Quando eu preciso de ti,
Basta fechar os meus olhos
e recordar-te ali,
Nos meus braços
Nada me faz esquecer-te
Beijos e mais beijos
e vejo e recordo,
Mas é só uma recordação!
E é triste quando acordo
E ver que não passa de uma ilusão.
Porquê? porque apenas recordação
E não poder ter de novo comigo,
Quando eu quero só estar contigo!

EM - SENTIMENTOS DE POESIA - ANDREIA SOFIA VALE - IN-FINITA

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

És tu o meu tema - Rosa Flor

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Espero-te à Beira-Mar, onde ondas deslizantes vêm alentar 
o meu coração acorrentado de incertezas.
O meu pensamento passeia-se com as gaivotas,
que em plena liberdade crocitam felizes.
Apenas por instantes, adormeço à sombra de rochedos, 
que me protegem da ousadia do sol e da maresia trazida 
pela brisa da manhã.
Insisto teimosamente em ficar no silêncio, onde habitam
a dor e o encanto.
Suspiro recordando os teus olhos!...
Tinham o brilho do desejo, os lábios a doçura da fruta madura 
e os lençóis de seda
tatuadas, as marcas das nossas noites de paixão.
Dou por mim a divagar.
Já é tarde!...
Vem amor adoçar-me a noite.
Já não me sinto só.
A luz da Lua e as Estrelas num desassossego,
são testemunhas da minha resiliência.
A esperança trago-a no peito e determinada, espero-te
na encruzilhada da Aurora que espreita sorrindo e atrasa
o meu amanhecer.
Passam as horas, viajo nas asas da imaginação, naufrago!...
A natureza é ardilosa, o mar enraivecido, faz-me ouvir
o canto das ondas alteradas pela zanga das marés
e em cujo estribilho referem que és tu o meu tema.
Com devoção, imploro aos Deuses que oiçam as minhas preces, 
enviadas em buquês de rimas e me deixem ter-te por instantes.
Espero!... Espero!...
Por fim já cansada, guardei a tela onde detalhei sonhos 
fantasias, ignorando dores, silêncios desilusões e na côr 
branca do Jasmim, esbocei o doce da tua pele e a ousadia 
das tuas loucuras.
O dia já vai longo meu amor e num rasgo de alquimia, 
transformou lágrimas cristalinas em gotas de porvir, 
sussurrando-me ao ouvido que és tu o meu tema 
e eu eternamente a tua canção.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Elos... - Sílvia Silva

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A voz da Alma... é toda a ocasião em que me vejo mais perto
de cada um e mais perto de Deus. É assistir às maravilhas
que a Mãe Natureza nos providencia e dar graça por a cada
dia poder fazer parte. É dar graças mesmo que não tenhamos
toda a força ou saúde desejada.
Será mudar o rumo a alguém, melhorar o dia através
de bons gestos.
Será a iluminação, o esplendor de criarmos novos laços
ou fortalecermos os que já temos. Poderei pensar em algumas
pessoas e talvez o leitor também, com toda a ternura.
A voz da Alma... sou eu, tu e os que integram a esfera
de nome Terra.
Em nome da Cultura, em nome da evolução,
em nome do amor...
e para onde a voz nos queira guiar... interessa jamais fraquejar.

EM - SÍLVIA SILVA - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Fechar os olhos ...- Marilena de castro

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fechar os olhos
entre a carícia e a garra que aperta
não dispersa as tempestades
do desejo que consome
e devora

o amor enganado
foge
é pássaro assustado
pelo som das próprias asas

EM - ESTÓRIAS RASGADAS - MARILENA DE CASTRO - IN-FINITA

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Respirando silêncios - Pedro Caldeira Santos

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O meu corpo repousa a par das pedras
Não se queixa, como todas as pedras que se calaram
tosos parecemos peixes respirando fora da água
Os cães pararam de ladrar para me ouvir gritar ou gemer
Mas nada escutaram
Quem sabe se este silêncio, o meu e o das pedras
unicamente se deve a falta de coragem para gritar
Quem sabe se o silêncio não se esgotará no olhar
das gaivotas
vigilantes, que por ali planam em círculo
parecendo ou fingindo ser alheias a tudo
Um dia, perguntaram-me se sabia cantar
Assobiei
Responderam-me com o silêncio
Concluí ter há muito perdido a voz
Ainda assim, decidi calar o silêncio
Mas continuei a repousar ao lado das pedras
respirando água
Com a mesma dificuldade dos peixes
quando respiram fora de água.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Saudade - Natália Pancadas

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Saudade palavra sentida
No coração e não obstante,
Porque faz parte da minha vida
Na minha mente não está distante.

Lembranças de momentos vividos
Com esperança de os rever,
Família e amigos queridos
Fazem parte do meu viver!

Recordo os seus rostos lindos
Com nostalgia e muito querer,
E se dão vida aos meus sentidos,
Como os poderei esquecer?

EM - PALAVRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA - COLECTÂNEA GERÁBRIGA - IN-FINITA

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Não sei o que procuro - Paulo Galheto Miguel

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Não sei o que procuro, porém sei do que fujo
Sigo devagar contudo, em frente
Enleio os olhos no vagar incipiente das coisas
Busco numa qualquer vontade fortuita, a minha melhor versão, 
a que sobra dos meus ideias, a única e mais plausível razão decente

Vagueio numa praia de areia lisa, vestida de sal e nevoeiro
Estendido como uma ave incomum, de asas abertas
ao vento, de boca atada de cinza, assim num danoso ensaio, 
como devastado, se morre
Como um instinto nefasto, que a mim se acostou,
tão igual a uma fateixa
Vogando no meio do nada, sinto-me levado por franjas mornas de areia
Como um ser pertinente de saciar a sede de viver, 
numa amálgama de gente
Que se lamenta do presente, incapaz de criar um futuro diferente
Sinto-me hoje um vasto e displicente lençol amarrotado
Acho as minhas mãos muito diferentes, 
de tão presas ao chão, de tão juntas que estão, 
tão avarentas, um labirinto de veias salientes, 
embrenhadas neste meu insano desejo de razão
São os riscos no meu rosto, são pregas, são reflexos
de todos os olhares que não me salvaram do frio, 
qual gajeiro pendente de pretextos, numa cegueira em falsete, 
esventrada por tantas razões mal resolvidas

É este mar, que mesmo sem que seja luzente, a teimosa
e perpétua razão, me sustém...
Sobro eu, confuso e em migalhas, neste pedaço de céu, 
numa busca incessante, infrutífera de RAZÃO !...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Flores capitães - Eli Coelho

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Elas são do México,
Mas flores são flores,
Se em condições,
Florescem...
Como todos nós deveríamos dar o nosso contributo...
O contributo delas é florescer...
Com pouca água, muito sol,
Prosperam em flores,
Atentas a vida,
Ao que se espera de cada um na jornada,
Não se importam se estão semeadas
em jardim ou nas estradas,
uma vez plantadas
lutam em florescer,
estimulam e incentivam
em tudo desde o alvorecer...
abelhas, borboletas ou marimbondos,
muitas outras espécies de flores se estimulam...
animam a primavera e o calor o ano inteiro...
flores agrestes superam adversidades...
como mulheres na escassez de amor...
são todas flores capitães.

EM - ENTRE ROSAS, TUIUIÚS E BONECAS DE MILHO - ELI COELHO, MARCOS COELHO, MARIA ALIENDER - IN-FINITA

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Educação Musical - Priscila Farias

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Educação é um processo de formação do ser em prol
do progresso.
A Música, a arte divina que transmite alegrias,
o amor e as emoções calorosas.

O professor de Música é um cancioneiro da harmonia,
da ludicidade, um curador das emoções e transmissor
da mensagem amiga.
Numa canção floreia a esperança.
A esperança de um sorriso , de uma olhar amigo e talvez 
quem sabe até um abraço.
O processo de Educação é um ato de amor.
Humanidade, respeito e fraternidade para com o próximo 
são temas sempre ensinados nessa disciplina tão especial.
É a responsabilidade de quebrar os prantos levando
a todos os cantos, os desejos de uma vida melhor;
Educar é proporcionar a consciência e contribuir
para a integração social.
Viver ,educar ,crescer e cantar.
Encantar como as mais tocantes canções que aprendemos 
em nossa infância e que deveríamos com alegria seguir
a vida.
Educação Musical, Educação com amor possuis sempre 
meu eterno louvor!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Zé da cabana - Maria Cabana

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Tinhas no rosto um guerreiro 
Esculpido a liberdade 
Foste homem por inteiro 
Desde muito tenra idade! 

Tinhas nas mãos a vontade 
De uma força para a vida 
Tinhas no peito a saudade 
De tanta, tanta coisa conseguida! 

Tinhas no coração o amor 
Que tão soubeste distribuir 
Tinhas sempre o fulgor 
De como Fênix ressurgir! 

Tinhas a música a ecoar 
Do teu já saudoso trompete 
Te continuaremos a escutar 
Isso cada um de nós te promete! 

Tinhas no sabor das palavras 
Sempre um sábio conselho 
Ao nosso apelo lá estavas 
Nos fazes muita falta, irmão mais velho! 

Tinhas no olhar a chama 
De uma criança a sorrir Escuta, 
Zé da Cabana 
Serás exemplo a seguir

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

Perturbação Titubeante - Alan Dornales

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Os gemidos de uma noite com insônia
São ouvidos pela escuridão insana
Que passeia na vastidão da quietude
Cumprindo seu papel de vilã sã
Dissipando o que atravessa, desafia-a
Assistindo o broto do sonho noturno
Que cresce calado, tímido
O eco das multi-vozes agonizadas, oscilantes
Capricho
Capacho
Solidão
Solidariedade
Só assim se vai a noite pegar no sono

EM - GRITO ANÔNIMO SILENCIOSO - ALAN DORNALES - IN-FINITA

sábado, 3 de fevereiro de 2024

A força - Pietro Costa

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Em uma galáxia não muito distante
O universo de Star Wars se expande
Há embates entre a Luz e as Trevas
Queda, ascensão, dúvidas longevas

Os Jedi na senda audaz da Verdade
Munidos de espadas-laser em mãos
Para aniquilar os pensamentos vãos
Para não dar abertura à malignidade

Vida e Arte, intercâmbio perene
Fragilidades que nos acometem
Virtudes que as almas impelem
Sangue, glórias, a luta é infrene

O ego pernicioso sempre à espreita
Seduzindo mentes mais suscetíveis
E a sombra ameaçando se propagar
E até o mais virtuoso pode definhar

Porém, a rutilância da luz persevera
E a resiliência em cada um prospera
E do Amor advém a Força, invencível
Como um sol abrasador, incorruptível

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Bate gente - Antónia Balsinha

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Garfo sobre o vidro
Ou num metal a raspar
Nunca dá satisfação
Há que desclassificar

Som de bebé a chorar
É diferente do de rir
Põe gente bem disposta
Que começam a sorrir

À volta da fogueira
Com fogo a crepitar
Bate gente à porta
Que pede para entrar

Caminhando na neve
Chegaram pela quelha
O som da caminhada
Traz passos duma velha

Passos, passam a passar
Levam mesma viagem
Água viva das fontes
Confrontam a paisagem

Um trovão surpreende
Com as ondas sonoras
Espantam chuv’ a cantar
Não são aves canoras

O ronronar dos gatos
É uma delícia
Uma menina canta
Com som e perícia

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

Esperança - Andreia Sofia Vale

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As saudades que eu tenho,
Nem tu nem ninguém consegue acabar!
A vontade que eu sinto
Só tu a podes apagar,
Começando a beijar
e acabar a delirar.
Quanto tempo vou eu chorar?
Este amor que me aconteceu.
Quanto tempo vou eu relembrar?
Este amor que ainda não se perdeu.

EM - SENTIMENTOS DE POESIA - ANDREIA SOFIA VALE - IN-FINITA

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Deleite - Paulo de Tarso Brandão

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Na boca da noite
Tua saliva sabe
Vinho branco e maçã
Perfuma o hálito
Morno do orvalho
De sálvia, hortelã,
Rosa e desejo
Com lascivo beijo

No alvor da manhã
O teu corpo revela
Liberdade e prisão
Invulnerável cela
De portas abertas
Onde quero ficar
Infinitamente
Ou até despertar

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Respostas - Sílvia Silva

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Adversidade?
Ponto de vista contrário?
é simples, muito simples, na verdade
podemos responder com silêncio
ou podemos responder com amor
com alguma destas respostas
não se perde a compostura
nem se perde a classe.

Com este pedaço de sabedoria
prossigam a vosso dia
porque nada vale o sofrimento antecipado
nem de todo uma zanga
baixa frequência não é bem-vinda
apenas... vivam, aproveitem
mantendo intacta essa categoria!

EM - SÍLVIA SILVA - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Morro nos sonhos... - Marilena de Castro

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morro nos sonhos saturados
de pedras
de paus
de barro

morro
nas casas invadidas
por água
por terra
pelo abandono

morro
nos gritos sobreviventes
soterrados

EM - ESTÓRIAS RASGADAS - MARILENA DE CASTRO - IN-FINITA

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Síndrome do Impostor - Mariana Moretti Carvalho

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Lá em cima do piano
Tinha um copo de veneno
De rótulo descabido
E sabor perigoso
Efeito colateral garantido,
caráter dócil e permissivo.

Será ele ignorado
Esse tal gole merecido?
“É para o santo” – quando derrama
“É para o amor” – quando inflama
Mas, para ti, o que restou?
Apenas uma gota de soberba
Fantasiada de antídoto.

Irmãos inglórios do destino
Meio cheio ou meio vazio?
Olho o fundo, mero abismo
Nasce a dúvida clandestina
Punhal forjado a duras penas,
espada aliada ao impossível.

Originário forasteiro
De escuras florestas incandescentes
Eterno e insuficiente
Tão perto, mas tão distante
é ele, o tempo aguardente.

Engole o choro, diz o santo
Engole o orgulho, diz o amor
Engole seco, diz o tempo
O primeiro gole é sempre teu
Porque a dúvida é a sombra da mente,
E simples mente, às vezes mente.

Veneno da alma
É desfrutar depois que acaba
Quando nada é teu
A não ser o tempo
E um julgamento inconsequente
Vai em frente, com coragem
E contradiz o maledicente.

Escreve tua história
Sem pressa, sem demora
O tempo é rei
E de resto, simples mente
Fruto apenas da memória
Mas a paciência,
Essa sim, é devota
Assim seja,
nossa nobre senhora.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Espera-me - Marisa Marques

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…
Saudade é o que fica quando o Amor não acaba.
São pessoas, que serão sempre nossas,
e nós sermos sempre delas.
Passe o tempo que passar,
passes tu, por aquilo que tiveres que passar…
Saudade define certeza, muita saudade define Amor.

Você vai se desapaixonar por mim muitas vezes, mas eu não me importo.
Porque eu não quero que você viva apaixonado por mim.
O que me importa é que você viva, e sempre me escolha.
Mesmo que você esteja chateado, triste ou exausto.
Que todo o dia acabe e você diga:
“Ela, não sei porquê, mas ela. Mil vezes ela.”

EM - PALAVRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA - COLECTÂNEA GERÁBRIGA - IN-FINITA

13 (Canto um) - Júlio Pomar

Pelas leis da concorrência
No hipermercado o mundo
Cai ao mar e tem no fundo
Seu lugar de preferência

A crença ópio do povo
Acaba sempre à porrada
Aos costumes disse nada
No mundo nada de novo

Não vendo outra solução
Com gente da sua raça
A prima contradição

Que tinha carros na praça
Pôs-se a dizer por graça
Que vai mudar de estação

EM - PRIMA CONTRADIÇÃO - JÚLIO POMAR - ASSÍRIO & ALVIM