LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link
Burrinho ligeiro
Sisudo e astuto
Só ele é que sabe
Caminhar sem custo.
Na berma da estrada
Lá segue, correndo a fungar
E o dono montado
Põe-se a assobiar.
Mas eis uma vez
Levado ao ferreiro
Para lhe mudar as patas de ferro
Ao ver uma pomba
Voando no ar,
Teve um pensamento
Que era uma alegria:
– Se em vez de estas patas
Feias e pesadas
Eu pudesse ter asas e voar
Ai, que bom seria
E sempre correndo
De orelhas espetadas
Pensava nas asas
Que nunca teria.
EM - A POESIA DE CADA SIGNO - ANA LUPI - IN-FINITA
Sem comentários:
Enviar um comentário