segunda-feira, 13 de abril de 2026

5 (Canto dois) - Júlio Pomar

Era uma rima assassina
A liquidar o soneto
Carraça em lana caprina
Com as crenças não me meto

Indulgência peregrina
Entre a aranha e o insecto
Que na teia desatina
E vê o destino preto

Na cozinha aprimorada
De regional qualidade
Da Senhora Felicidade

Que vinda para a cidade
Aí ficou desgraçada
E no final para nada

EM - PRIMA CONTRADIÇÃO - JÚLIO POMAR - ASSÍRIO & ALVIM

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