LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Esta noite sonhei contigo.
Estávamos sentados num banco de madeira
perdido algures num jardim qualquer.
A noite estava escura e a lua mal se via
perdida que estava por entre um punhado de estrelas reluzentes.
Olhei o teu rosto, de semblante carregado,
que me observava com aquele olhar que dispensa palavras
porque diz tudo sem precisar dizer nada.
E senti um calor aconchegante quando me sorriste,
e me apertaste bem juntinho ao teu peito
como se não me quisesses largar nunca.
Fechei os olhos, aninhei-me no teu colo,
e sussurrei baixinho ao teu ouvido... gosto tanto de ti.
Apertaste-me com ainda mais força,
inspirando profundamente sem pronunciar uma palavra.
Ambos sabemos que as palavras significam pouco perante
a dimensão do que sentimos, mas, ainda assim,
é tão bom ouvir-te dizer que me amas com todas as letras,
mesmo que o demonstres todos os dias através dos teus atos.
É que o amor não vive apenas de gestos bonitos,
vive também das palavras que saem das nossas bocas
e que expressam o que nos vai no fundo da alma.
E é por isso que não devemos calar o que sentimos
para não sufocarmos com as palavras que ficaram por dizer.
EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

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