sexta-feira, 12 de abril de 2019

Sexto poema - ROSANA DE ALMEIDA

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Atravesso o pântano das emoções diluídas
e o lodo da solidão muda de cor a cada passo concluído.
E eu que não gosto
de ser enganada, nem por mim mesma,
recapitulo o caminho das pedras para chegar
à margem de segurança do rio de cálculos da vida.
O peso da desesperança abrigado abaixo
dos joelhos impedem o olhar que se banhe
no brilho das estrelas e guarde a doçura que sempre foi tua,
para ti somente e nunca será de ninguém mais.
E a ternura secreta no ombro dos amantes guardam
na memória das células a lembrança de dedos
crispados prontos a me devorar e assim
não havendo distância que nos separe,
nem mares e desertos, montanhas ou geleiras.
Guardados no útero da poesia, sonhando,
pensando, gerando, gestando poemas, quietos,
quieta, esquecendo que há um mundo
além da vírgula.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS III - ANTOLOGIA - IN-FINITA

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