Este blogue pretende ser uma montra de poemas e poetas de língua portuguesa.
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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Quantas vezes queria - JOÃO BARNABE

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Quantas vezes queria não ter vindo à terra
Onde se semeiam as linhas da vida
E os cravos sardentos rezam às nuvens
Onde a gota seca cai do negro pranto

Saudar o embriagado erro de não querer
E aceitar o sinal dos divinos crentes
E crer que no nascer está sempre a razão
Que por avisar ao ser se absurda e senil
Mas tem tanto que fazer, tanto que tremer
A terra grita e gira pelas almas que não vieram
E outros tremem de frio ao saber que enxergam o quente
A trovoada insipiente e acética gera a imundice
E as lagartas das folhas encerram o vazio
Não querer viver é tolerável
É aceitável é compreensível
Mas de longe se pode negar
Que quem veio ao mundo para amar
Terá sempre um lugar cheio
Numa casta vazia onde fermentam
E onde a lucidez se perde
Onde a sensação é lunática
E a tristeza brota
Para te dizer
Que vale a pena nascer.

EM - A VERDADE DE UMA MENTE DORMENTE - JOÃO BARNABE - IN-FINITA

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