Este blogue pretende ser uma montra de poemas e poetas de língua portuguesa.
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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sou... - NATÁLIA CANAIS NUNO

sou feita de velhos dias, sem brilho
turvam-se já meus olhos de tristeza
um sopro de inspiração, é meu trilho
sou água a tocar  no fundo, incerteza!

sou aquilo que escrevo e pouco mais
sou a que fala de tudo, e até de amor
sou a que o poema manifesta, até os ais
choram os meus olhos se falam de dor

sou por fim a manifestação da loucura
sou saudade da primavera, já sem brilho
feita de velhos dias, q'ninguém procura

sou a rapariga que tempo velho ocultou
sou sem qualquer ironia, trapo andarilho
serei curso de água parado ou rio q'secou

EM - TOCA A ESCREVER - ANTOLOGIA - IN-FINITA

1 comentário:

  1. Este belo poema transmite um sentimento de desolação que a própria autora atribui a si mesma. "sou rapariga que o tempo velho ocultou..."; " sem qualquer ironia , trapo andarilho". ... de entre outras...
    Apreciei.

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