Este blogue pretende ser uma montra de poemas e poetas de língua portuguesa.
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terça-feira, 26 de junho de 2018

Alinhavos - NIC CARDEAL

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Minha carne é fraca
- sou tecida
em curtos pavios –
o fogo arde
a água invade
a beira é rasa
o tempo é breve.
De que me serve
vento sem folha
terra sem ventre
escuro sem lume?
Quero um pouco mais de improviso
nesse riso guardado em estoques.
Busco a alma escondida na gaveta
onde guardo tantos medos desde sempre.
Desalinhei minhas simetrias
descosturei minhas mãos
e libertei meus receios do blecaute.
Hoje adormeço mais contente:
tenho um sonho iluminando meus escuros
e uma alma germinada pra semente.


EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS - ANTOLOGIA - IN-FINITA

1 comentário:

  1. Encontra-se mais firme, ultrapassando a fragilidade, simbolizada pelos alinhavos...
    Entusiasmado, despido dos medos, qual a razão ?
    Gostei do poema.

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