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sábado, 28 de novembro de 2015

Névoas da vida - VIRGÍLIO CARNEIRO

Subi a serra num dia cinzento,
Névoa cerrada, orvalho constante.
Não via nada p'ra além desse monte...
Contudo, ouvia a surdina do vento.

E lá de longe, do fundo da encosta,
Subia o som do chocalho já gasto:
Era um rebanho na senda do pasto
Ou a manada, talvez, pouco importa.

Quedava a vista p'ra lá do caminho;
Nem as agulhas do verde pinho
Bem escondidas p'las gotas compactas!

A vida é assim, envolvida de enigmas,
Acicatada por tantas intrigas
Que tornam pálidos nossos bons actos!

EM - SONETOS SEM CHAVE E OUTRAS MÁGOAS - VIRGÍLIO CARNEIRO - EDITORIAL NOVEMBRO

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