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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Perenidade - JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO

Não são lendários os fantasmas de ontem,
que assombram os castelos em ruínas...
Qualquer que seja o tempo a que remontem,
és sempre tu que em nós te determinas.

No pó que sob as pedras arrefece
e é cinza na lembrança que perdura,
germina a claridade que nos tece
nas sombras frias desta noite escura.

No todo somos tempo em movimento.
A rotação da Terra gera os dias,
a translação da Terra gera os anos...

Nas ânsias, nas angústias, o memento
cavalga no silvar das ventanias
e irrompe p'los recônditos arcanos.

EM - DA CONDIÇÃO HUMANA - JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO - EDIUM EDITORES

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