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sábado, 7 de dezembro de 2013

O relógio - JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

Pára-me um tempo por dentro
passa-me um tempo por fora.

O tempo que foi constante
no meu contratempo estar
passa-me agora adiante
como se fosse parar.
Por cada relógio certo
no tempo que sou agora
há um tempo descoberto
no tempo que se demora.

Fica-me o tempo por dentro
passa-me o tempo por fora.

EM - OBRA POÉTICA - JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS - EDIÇÕES AVANTE

1 comentário:

  1. Trata-se de um Poema estranho pela subtileza do debate entre o tempo interior, mental e físico de um ser, e, o tempo natural, marcado pelo relógio.
    Sublime ! Grata.













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