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domingo, 2 de dezembro de 2012

Se já não escrevo - CRISTINA PINHEIRO MOITA


Hoje pensei num verso
que não escrevi
dizia tudo
o que merecias ouvir de mim
palavras fortes
que detonavam nas vogais
pelos cabelos, suores escorreram
e nada mais!
No meu corpo, os pêlos
arrepiaram querendo mais
num som bem extra
escondidos ancestrais
se já não escrevo...
Sinto a fome dos mortais

EM - FALUA DA SAUDADE - CRISTINA PINHEIRO MOITA - LUA DE MARFIM

2 comentários:

  1. Um poema cheio de angústia. Pela parte que me toca, não deixarei de escrever; por vezes são conteúdos "mortos"; outros são feitos no momento. O ritmo é que pode ser inconstante, dependendo das circunstâncias, como esta quadra que atravessamos.
    Deixe as palavras por dizer para outra forma de as canalizar e não por este meio. Um certo mistério e privacidade ficam bem...

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  2. A primeira versão deste poema era -"se não escreves"; tomei nota e o comentário acima descrito foi dado em função do contexto evoluido no 1º verso. Peço desculpa por este reparo pois do modo como está agora,o meu comentário seria outro . Agradeço.

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