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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Rir, roer - ALEXANDRE O'NEILL

E se fôssemos rir,
Rir de tudo, tanto,
Que à força de rir
Nos tornássemos pranto.

Pranto colector
Do que em nós sobeja?
No riso, na dor,
Que o homem se veja.

Se veja disforme,
Se disforme for.
Um horror enorme?
Há outro maior...

E se não houver,
O horror é nosso.
Põe o dente a roer,
Leva o dente ao osso!

EM - POESIAS COMPLETAS - ALEXANDRE O'NEILL - ASSÍRIO & ALVIM

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