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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Poema de uma quarta-feira de cinzas - MANUEL BANDEIRA

Entre a turba grosseira e fútil
um Pierrot doloroso passa.
Veste-o uma túnica inconsútil
Feira de sonho e de desgraça...

O seu delírio manso agrupa
Atrás dele os maus e os basbaques.
Este o indigita, este outro o apupa...
Indiferente a tais ataques,

Nublada a vista em pranto inútil,
Dolorosamente ele passa.
Veste-o uma túnica inconsútil,
Feita de sonhos e de desgraça...

EM - ANTOLOGIA - MANUEL BANDEIRA - RELÓGIO D'ÁGUA

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