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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sou acolhido...* - ANTÓNIO RAMOS ROSA

Sou acolhido numa casa de veludo e argila
onde me dás o espaço e a forma do meu corpo
ó minha semelhante de joelhos camponeses
de cintura de chuva de balanças espessas
de ardentes segredos de redondas sombras
e uma arma entre as árvores ó nascente da força!
A nossa fúria é um pacífico e lento planeta
Libertamo-nos das imagens num redondo tumulto
Aderimos à terra até ao fundo das pedras
Somos o olho verde que nos vê sem nos ver
Entre o vinho e as abelhas os frutos ardem vermelhos
e negros. O mundo mudou de cor a matéria é materna
A claridade repousa sobre a mesa das águas

EM - DELTA/PELA PRIMEIRA VEZ - ANTÓNIO RAMOS ROSA - QUETZAL

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