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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Idílio - ANTERO DE QUENTAL


Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos de um fôlego as colinas
Do rocio da noite inda orvalhadas;

Ou vendo o mar, das ermas cumeadas,
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longe no horizonte amontoadas;

Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão, e empalideces...

O vento e o mar murmuram orações
E a poesia das cousas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

in... Poemas de amor - ANTOLOGIA - Dom Quixote

1 comentário:

  1. Idílio- não tinha dado por este Poema de Antero de Quental no meu blog. Fiquei apaixonada, pretendendo ser a amada... No entanto sublinho-" os lírios; o vento e o mar murmuram orações ;e a poesia das coisas se insinuam...." Gostava de ter a veia poética deste autor, uma réstea pequenina que fosse, contentava-me.

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