segunda-feira, 6 de abril de 2020

Simples assim - ANA MARIA ROCHA BARROZO


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Nós somos o que somos em todos os cantos
que passamos.
O dormir e o acordar simples assim, despertar!
É quando a gente se cala e repensa as falas.
Ler sentimentos é simplesmente senti-los!
Agir, é pra você, é para mim.
É uma leitura rara no tempero, na cozinha, na vidinha,
vida minha.
Gestos pequenos mais grandiosos, feitos de ser e estar.
É a vida que queremos levar, com conforto e alegrias,
idéias e poesias. Vamos brindar! Saúde!

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Gratidão - JOSÉ ALENTADO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Hoje não quero sentir o som das vossas
Palavras...
Tenho um lago em mim de
Ternura e gratidão que todos os dias sangra,
passa de sereno a agitado
em ondinhas pequenas que se
Multiplicam sem parar cobrindo aquele espelho de
vermelho vivo de dor

Acabei de desligar três sentidos:
não falo, não ouço, não vejo, apenas sinto.
Vou ficar assim desligado,
esperando aquele tempo em
que vejo o dia em todo o seu esplendor,
ouvindo o buliço que nos liga à vida,
a melodia do despertar embalado de
todos os sentidos que me inundam de paz,
quero de volta o meu lago,
sereno, transparente límpido
reflectindo a minha alma num abraço...
agora, deixa-me ficar assim,
suspenso de quase tudo,
menos deste sentir, mesmo doendo
de saudade

EM - A MINHA LARANJA ROMÃ - JOSÉ ALENTADO - IN-FINITA

domingo, 5 de abril de 2020

Os filhos de ninguém - DANIEL NOBRE MENDES

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA EDITORA
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Tenho todos os filhos do mundo
Aqueles que gritam de fome
Os que uivam pedindo amor
Os trucidados e os marginais
Os que nasceram nos bordéis
Aqueles que vão à guerra
E são sexo e pasto de generais
Todos são meus filhos paridos
Tenho razão de existir e viver?
Os meus filhos também têm consolas
Têm todos os jogos do mundo
E são infelizes ou cheirosos como rosas?
- Um pai como eu não vale nada!

EM - INSURREIÇÕES E LIRISMOS - DANIEL NOBRE MENDES - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

Amores - ANA MARIA ROCHA BARROZO


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Porque não falar de amores, porque só de dores!
Porque não levas a nostalgia e trazes alegria!
O encanto se espalha!
Amor eterno!
Amor finito!
Amor colorido!
Amor bandido!
Amor que temos!
Amor perdido!
Amor achado!
Amor levado escondido, ferido, traído!
Pra não dizer atropelado, descontraído!

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Xaile de fadista - FÁTIMA HORTA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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É companhia da fadista,
O xaile liso ou rendado.
Com franjas grandes ou pequenas,
Branco, preto ou encarnado.

Ao ouvir cantar o fado,
Dessa bela cantadeira,
O xaile que lhe cobre os ombros,
Move-se como no rio a traineira.

Seja pequeno ou grande,
Por ele a fadista tem paixão.
Quando o coloca aos ombros,
Faz do fado uma oração.

Hoje lembrei-me de ti,
Fazes parte do presente e passado.
Oh xaile que percorres o mundo,
Aos ombros de quem canta o fado.

EM - GRÃOS DE AREIA - FÁTIMA HORTA - IN-FINITA

sábado, 4 de abril de 2020

Encontra-te - CLÁUDIA CAROLA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Encontra-te no teu mar de emoções
Coloca os pés com a certeza da vitória
Vê sempre o final feliz da tua história
Defende os teus sonhos e convicções
Altera tudo aquilo que não te motiva
O que derrota no teu tão intenso viver
Liberta tudo o que te impede de vencer
Mantém o amor, mas sê ainda assertiva
Jamais desistas de ti, de quem és
Percorre o teu ser total de lés a lés
E vive para ser feliz, intensa, realizada
É no teu coração que a vida acontece
É no amor que a alma se enternece
Haja o que houver mereces ser amada

EM - MARESIA DE POESIA - CLÁUDIA CAROLA - IN-FINITA

Ilusória liberdade - ANA ACTO


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Entende...
Não é que não te queira ou deseje
Quero sim
Mas se soubesses
O quanto lutei por esta liberdade
Esta... Meio ilusória
Meio verdade, mas tão minha
Talvez entendesses...
E ter-te, mesmo não tendo
É sentir-me de alguém pertença
Embora, não seja essa minha crença
E por vezes me sufoca
Talvez o sinta assim, talvez só por agora
Sei... Que em teus braços sou livre
Mas não quero ser andorinha
Em idas e vindas apenas na Primavera
Que quero... Nem eu o sei
Apenas viver, receber e dar
Sem nada mais entregar nem esperar...
Procuro entender, neste voo raso
O meu lugar
Por isso entende... Não é que não queira
Mas só eu sei
O quanto esta ilusória Liberdade
Me custou
A conquistar...

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Beijar meu - JOÃO DORDIO e MÓNICA MESQUITA


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Encontrei-te ao despertar,
Sol brilhante a raiar,
Perfume de rosa no ar.
Extasiada fui pensar,
Que te estava a beijar...
Beijo gostoso de sonhar,
A reluzir no amar.
Céu, nuvem de doce algodão,
Senti o toque da tua mão,
Na minha pele como vulcão,
Mar salgado de emoção,
Molhado em erupção...
Lábios em flamejo,
Arder do coração em desejo,
Entre tu e eu,
No beijo do beijar meu.

Abracei-te ao deitar
Lua cheia a brilhar
Aroma de estrelas a piscar.
Deslumbrada por imaginar
Que contigo estava a voar...
As asas batiam sem parar
E os corpos subiam sem hesitar.
E o céu, apesar de negro pela escuridão
Não escondeu essa tua mão
Agarrando a minha num enorme apertão
Força louca de perdição
Explosão de emoções do coração...
Lábios em fogueira,
Arder do coração sem barreira,
Entre eu e tu,
No beijar mais louco e cru!

Envolvente, absorvente,
Beijo abraçado,
Em olor sentido, adorado,
Onde tu ficas completamente despido...
Nesse amar acalentado, intuído.

Este é o meu beijar para ti,
Um beijo envolvente,
Um hálito suave e quente
Onde te perdes sem querer voltar,
Beijo meu que só quer recomeçar!

EM - DUETOS DORDIANOS - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Esperando... - VÍTOR COSTEIRA

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Estou esperando...
Desde o dia em que nasci que espero por ti.
Sem pressa, desfrutando a pausa na viagem, respirando...
Por vezes, contemplando o firmamento, outras vezes,
apreciando as flores, tentando não magoar, evitando ser
magoado, também...
Eu continuo esperando pela tua chegada...
Tu levar-me-ás não sei para onde, nem me importa,
da mesma forma que tu me trouxeste de onde não sei...
Enquanto tu não chegares, eu vou usufruindo da minha
espera, a que chamo vida, vou tentando ser feliz e,
acima de tudo, vou tentando dar felicidade...
Nem sempre consigo atingir tal coisa, dar e receber,
mas é isso mesmo que transforma a espera em vida!
Não tenho pressa, tu podes demorar uma eternidade,
dá-me todo o tempo que puderes porque, enquanto aqui
tenho estado, tenho gostado de estar... e tenho tantos planos
ainda para cumprir!
Quando, um dia, enfim, tu chegares, espero estar preparado
para a viagem, sem malas e sempre sem pressa, para regressar
a um local que eu não conheço...
Estou esperando, aqui, tu sabes onde, mas ainda é muito
cedo para mais uma partida...

EM - DIAS DE ÁGUA E SAL - VÍTOR COSTEIRA - IN-FINITA

sexta-feira, 3 de abril de 2020

"Apenas" um irmão - CELSO CORDEIRO

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Quando a surpresa nos tolhe
e nos faz quase sufocar,
não há palavras que saiam
e nem há forças para falar.

Lá de um silêncio distante,
onde os gritos se não ouvem,
há alguém que estende a mão.

Não sendo do mesmo sangue,
num só gesto faz lembrar
o que é de facto um irmão,
irmão de alma e de coração.

Reforça-se em mim a convicção
desse sentir falta de tantos anos
em que a vida nos separou.

É com o coração que te digo
           – Obrigado meu irmão!

EM - VERSOS COM REVERSOS - CELSO CORDEIRO - IN-FINITA

Aconchego - ANA ACTO


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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O vento uiva lá fora
Gosto de o ouvir a sussurrar às folhas
Que se libertem
Para que as leve consigo em revolta melodia
E a nós, cria
Aconchego aos sentidos
A chuva acaricia a janela
Inebriada, olhando como dançam
Nossos corpos despidos
Também ela
De sentinela nos espia
Iluminada por um céu rasgado
De luz e escuridão
E deitados, resguardados do que nos alheia
Criamos entre paredes
Também nós tempestade
E rasgamos do corpo a vontade
E tu... És vento
Soprando ao meu ouvido
Para que me deixe ir no embalo das palavras
E vou... E venho...
E eu... Sou chuva
Delicadamente deslizando
Acariciando... desfrutando teu corpo
Saboreando, com tempo o momento
Que o tempo... nos dá

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Na estação da minha vida - RICARDO D MAR

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Na estação da minha vida fui convidada a sair, o comboio do destino
seguiu.
Era a minha saída; a tua vida. E tu tomaste conta de mim, agasalhaste-me
das mentiras e deste-me a comer um amor servido por duas bocas...

Hoje parti, retomei o meu lugar naquele comboio que parou para que eu te
pudesse viver.
Hoje vou, por teres já partido há mais tempo que eu...

Não foste um destino, percebi, foste quem me deu tudo aquilo que só um
apeadeiro... do tempo me poderia dar, e perceber que não é para onde vou,
mas por onde passo... E fui passageira nesta viagem que me levou até ti,
somente de passagem...

EM - PARA LÁ DA PELE - RICARDO D MAR - IN-FINITA

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Águas do mar da minha vida - JOAQUINA RAIMUNDO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
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Gosto de pensar no que já passei,
Em tanta coisa que fiz na minha vida,
Em que te conheci e por ti me apaixonei
E para ti era a princesa e querida.

E após tantos anos estar presente
A alegria, que a minha boca não mente
Os meus olhos continuam a brilhar
E conjugamos ainda o verbo amar.

Olhando para trás, a Deusa agradecida,
Vejo-me com a alegria espelhada
No calmo e bravo mar da minha vida.

Porque as tristezas e mágoas que vivi,
Para que nenhuma venha a ser revelada,
Guardei-as, bem fundo, bem dentro de mim.

EM - AS PALAVRAS QUE SEMPRE TE DIREI - JOAQUINA RAIMUNDO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

Pensamento - A. FÉ


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Gotícula a gotícula
As cores da noite
Sussurram sobre cores do dia
A lua, as estrelas
São as últimas fornadas
De gotículas, quando a luz
Se apaga
No céu.

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Tradição - ALEXA SILVA e JOÃO DORDIO


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Dizem os antigos
A tradição tem seu valor
Um valor enigmático
Um quê de pragmático

Foi-me apresentada uma razão
Em termos legais e jurídicos
Na passagem de um imóvel
A entrega da chave é a Tradição

Tradição, uma palavra de peso
Que enleva todo um fardo
De gerações ao longo dos tempos

Dizem os modernos
A tradição é algo ultrapassado
Sem valor para a evolução
Sem qualquer quê de revolução

Foi-me apresentada uma alternativa
Viver a vida apenas por viver
Viver o momento, viver o agora
Viver sem querer saber do ontem ou do amanhã

Mas fica um vazio e um grito sem eco
Um espelho sem reflexo
Algo que nunca preenche completamente

Não sei ser verdadeira
Se não seguir os ensinamentos
Dos chamados antigos...
A tão nobre e pouco aclamada Tradição

Serei eu um espelho sem reflexos futuros?
Será este meu Eu uma continuidade
Dessa Tradição... dos que por estes lados já cá não têm participação?

Constante busca de respostas
Questões que não se desenvoltam
Logo teimo em dizer que Eu sou...
Eu sempre serei... toda uma Tradição!

Não sei ser eu mesma
Se não cumprir aquela herança
Que os antigos deixaram...
A nossa identidade! A nossa cultura!

Serei eu uma montanha sem nenhum eco?
Será esta minha forma genuína de existir
Um exemplo puro e vivo dessa herança?

Entre tantas perguntas e respostas
Entre tantos sonhos e pesadelos de dúvidas
Sei somente que eu vim a este mundo
Para ser num todo, essa própria Tradição viva!

EM - DUETOS DORDIANOS - COLECTÂNEA - IN-FINITA

O nosso abril - JORGE FERREIRA

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Tinhas Abril em ti
Mas não sabias o que era a Primavera
Como um pássaro sem asas
Que sonha voar
Um dia
No mais lindo de todos os dias
A brisa chegou
E tu voaste
Como a cegonha
Que leva no bico a novidade
O céu é o teu horizonte
E agora já sabes o que é a liberdade
É o destino, que um dia sonhaste
Um cravo na lapela
Uma bela canção do Zeca
É preciso saber viver
Como quem nos deu asas
Para sentirmos o que é
Realmente voar.

EM - LÁGRIMAS EM PALAVRAS - JORGE FERREIRA - IN-FINITA

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Inquietação - JOSÉ ALENTADO

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Aquele despertar ainda
Trazia a inquietação dos sonhos de
Uma noite agitada por beijos e
Carícias derramadas
Estavas repleta daquele brilho que
Nos ofusca, quando viajamos em
final de dia com o sol pela frente,
Ou quando borbulhamos de prazer
Nos olhares que se tocam
Em enlaces de paixão

No espelho daquela poça d’água
Não me reconheci ao teu lado,
Eras madrugada iluminada e eu
Ali ofuscado pela beleza
Do teu rosto, refletindo esses
Teus traços de Deusa do Olimpo.

Eras a minha Fénix, a minha inquietação,
O meu desassossego, contigo voei em
Cavalos alados por céus e mares, e, de
Cansaço, adormeci agarrado ao teu corpo
Desnudado, inerte, esgotado, esgotados

EM - A MINHA LARANJA ROMÃ - JOSÉ ALENTADO - IN-FINITA

Jasmim - A. FÉ

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Tal como cheiro de Jasmim
São as vozes azuis dos teus lábios
Aromas de vermelhos
                      Humedecem o céu
Teu aroma em tons de poesia.
E, quantas vezes me penetras
Como poesia verde,
No húmus do Jasmim?

EM - TOCA A ESCREVER - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Hoje - ANA MARTA

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Amanhã faço.
Amanhã começo a dieta.
Amanhã começo a fazer desporto.
Amanhã arrumo, amanhã compro, amanhã começo,
amanhã acabo.
Amanhã serei.
Não há amanhã. Tu és hoje.
Amanhã não existe.
Ontem foi amanhã do dia anterior e hoje é o amanhã
de ontem!
Hoje conta, amanhã contará?
Hoje podes ser feliz, mais que ontem. Mas amanhã serás?
Vive hoje, faz hoje, apaixona-te hoje. Vai hoje. Sê hoje.

EM - INEXPLICAVELMENTE - ANA MARTA - IN-FINITA

Sede - JOÃO SEVIVAS

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As pessoas hoje ouvem com fones
E já nem morrem porque nem chegam a nascer
Há um barco a precisar de mar
Um mar a precisar de areia
A areia a precisar de uma criança a fazer castelos
Há um pedinte da esmola que empobrece
Engarrafada em plástico que nos bebe toda a sede.

EM - POESIA 2020 - JOÃO SEVIVAS - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA