sexta-feira, 19 de junho de 2026

Alvorada no Coração - António Almeida

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Faço do Mar o meu leito de solta inspiração
Das suas ondas, a minha almofada de palavras em aconchego...
Faço, desfaço e repasso, e aí encontro, a plenitude da liberdade de minha poesia

Vive em mim um insubmisso coração 
Que reage num estilo só seu
Não o chamo de louco é paixão
Pois prefiro este fogo no peito
Ao afiado silêncio do que já morreu

Sobrevivo ao pedido gélido da solidão
Cauteloso sobre o vazio que tive em ti 
Levanto a mão em prece e oração
Não aceito a sombra da meia-luz
A quem se descurou do que senti

Receio o frio estranho da madrugada
A inércia que contempla sem sonhar
Se a alma se cala perante a alvorada
O sinal doentio do amanhecer 
Certamente estará a acordar

Na soleira onde a noite não cessou
E o dia é promessa a vaguear
Interrogo o descanso de quem se deitou
E quantos acordam verdadeiramente
No instante de se levantar 

Somente desejo acalmar o sentir
Sem o aperto que o tempo ditar
A cada noite um sereno existir
Até que a luz do coração
Me venha um dia a este mundo buscar 

 EM - ENTRE PALAVRAS (AO ENCONTRO DA POESIA) - COLETÂNEA - IN-FINITA

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