quarta-feira, 20 de maio de 2026
Ruptura - Eugénio de Andrade
A noite fende -
o silêncio
escorre do muro.
De quanto os dedos
lembram ainda,
só o vento respira.
Já a minúscula
língua da erva
chama pela neve.
O silêncio
é o meu domínio:
a terra é leve.
EM -
POESIA - EUGÉNIO DE ANDRADE - ASSÍRIO & ALVIM
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