quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Tronco que ardes - LEANDRO PEREIRA DE FREITAS

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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És consumido pouco a pouco
Por esta chama ardente.
É de loucos pensar que, tu, alguma vez,
Te deixasses ficar assim tão dormente.
Não sei se sentes como a morte chega,
Talvez os teus diferentes sentidos
A sua aproximação rápida a nega.
A verdade é que tu não tens como lhe escapar.
Aos poucos e poucos te consome
E os estalidos por ti se começam a propagar.
Fumo e cinzas de escuridão
São o que te envolvem.
As chamas tu alimentas
E em troca, morte te devolvem.
Acordavas com o sol e com o som da brisa.
Era este o teu rol que agora o destino pisa.
Os teus passos jamais serão recordados,
Meu pequeno tronco de lenha.
No entanto, estes versos contigo serão
Sepultados
Nos altos montes da Penha

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

2 comentários:

  1. este poema induz uma dose de negativismo e certa crueldade para com a visada, a amada.

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  2. Revela uma indiferença ,um desdém para com a pessoa a quem dirige tais fortes e negativas palavras.

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